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quinta-feira, 20 de agosto, 2026

Justiça concede habeas corpus e solta cardiologista preso pelo ferminicídio de Fabíola Marcotti

Fabíola foi encontrada morta dentro da casa que morava com o marido

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) concedeu habeas corpus e determinou a soltura do cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, preso preventivamente pela morte da mulher, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, em Campo Grande. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (20).

Jazbik estava no Centro de Triagem da Capital e deveria deixar a unidade a qualquer momento. A informação foi confirmada à reportagem pelo advogado José Belga Trad, que acompanha o caso de João.

A prisão preventiva havia sido determinada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande na última sexta-feira (14), após a Polícia Civil concluir que a morte de Fabíola foi um feminicídio.

Inicialmente, o caso havia sido registrado como suicídio. Fabíola foi encontrada morta dentro da casa onde morava com o marido, no bairro Chácara dos Poderes.

Segundo a investigação, perícias realizadas pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico Legal (IML) afastaram a hipótese de suicídio e apontaram que a fisioterapeuta foi vítima de violência doméstica e familiar.

Além dos exames periciais, a Polícia Civil ouviu testemunhas e analisou dados extraídos de celulares apreendidos durante a investigação.

Defesa contestou prisão

Antes da prisão preventiva por feminicídio, Jazbik já havia sido detido por porte ilegal de arma de fogo após a morte da mulher. Durante a ocorrência, policiais apreenderam diversas armas na residência.

Ele chegou a obter liberdade provisória mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de manter contato com testemunhas.

O advogado José Belga Trad, responsável pela defesa do cardiologista, classificou a prisão preventiva como “descabida” e afirmou que iria recorrer.

Segundo a defesa, quando a prisão foi decretada, o inquérito ainda não havia sido concluído e não existia denúncia apresentada contra o médico.

Fonte: Topmidianews