21/04/2018 09h
Juiz informa que realizará avaliações semestrais para saber da recuperação
Correio do Estado
A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu nesta sexta-feira (20) internar por três anos, tempo máximo previso no Estatuto da Criança e Adolescente, o jovem de 16 anos cumpre pena sócioeducativa por matar a advogada Clarinda Tamashiro, 72, em latrocínio ocorrido (morte em assalto) ocorrido em 28 de março, na casa da vítima, em Aquidauana.
O caso chocou todo o Estado. O adolescente já havia invadido a casa de Clarinda antes, conhecia a rotina da vítima e depois de matá-la, usou o celular dela para tirar selfies e avisar familiares que estava com dinheiro. Acabou detido no mesmo dia após chamar táxi poara viagem. E desde então está na Unidade Educacional de Internação (Unei) de Corumbá.
A sentença foi decidida pelo juiz de Direito da Vara Criminal de Infância e Adolescência de Aquidauana, Giuliano Máximo Martins. “A partir de agora, o adolescente será reavaliado a cada seis meses, na unidade onde está”, afirmou o magistrado no texto.
Ou seja, o adolescente passará por avaliações para saber se seguirá internado ou poderá ter direito ao menos à liberdade assistida, estudando e convivendo com famíliares nas manhãs, tardes e finais de semana, dormindo nas noites dos dias úteis na unidade educacional.
O CASO
O adolescente de 16 anos, suspeito de matar e roubar a advogada Clarinda Tamashiro, de 72 anos, na manhã de quarta-feira (28), em Aquidauana, assumiu a responsabilidade sobre o crime de latrocínio. Demonstrando frieza que impressionou até a polícia, ele confessou ter assistido a vítima morrer por asfixia e ficou na casa com o corpo por aproximadamente 8 horas. Ele planejava fugir com R$ 13.800 encontrados no guarda-roupas, mas acabou apreendido no local.
Conforme explicado pelo delegado Éder Oliveira Moraes, titular da 1ª Delegacia de Polícia do município, o menor disse em depoimento que já tinha roubado a idosa outras três vezes, inclusive em dezembro do ano passado, quando levou o celular e R$ 5 mil dela. Por este motivo, conhecia bem o local dos fatos e sabia que horas a vítima acordava. O crime foi cometido no Depósito Tamashiro, localizado no Bairro Alto. O estabelecimento era administrado pela vítima e também era onde ela morava.


