Decisão trata de dois suspeitos presos em fase da Operação Spoofing deflagrada na última quinta-feira (19). As prisões são temporárias e têm prazo de cinco dias.
24/09/2019 08h – G1
O juiz federal Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, atendeu nesta segunda-feira (23) ao pedido feito pela Polícia Federal e renovou as prisões temporárias de investigados na Operação Spoofing.
Thiago Eliezer Martins dos Santos e Luiz Molição foram presos na última quinta-feira (19) em nova fase da Operação Spoofing. Na decisão desta segunda, o juiz federal renovou as prisões temporárias, que têm prazo de cinco dias.
Segundo as investigações, os dois são integrantes do grupo que interceptou os celulares de procuradores da Lava Jato e autoridades como o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
Em nota, o advogado Thiago Vitor dos Santos Batista, que defende Thiago Eliezer Martins, afirmou que o cliente colabora com a investigação e que respondeu a todos os questionamentos feitos pela autoridade policial.
A defesa afirma ainda que Thiago não teve envolvimento técnico com as invasões de celulares das autoridades e que a única relação que teve com Walter Delgatti foi comercial.
A reportagem tenta o contato com a defesa de Luiz Molição.
A primeira etapa da operação foi deflagrada em julho, após o site The Intercept divulgar trocas de mensagens entre procuradores da Lava Jato e o então juiz Sergio Moro. Na ocasião, quatro suspeitos foram presos.
Investigados mantidos na prisão
Todos os quatro alvos da primeira etapa da operação continuam presos em Brasília, após a prisão temporária ser convertida em preventiva, sem prazo para acabar.
Um dos presos, Walter Delgatti Neto, assumiu ter sido o responsável por interceptar o celular de Moro. Em depoimento, ele contou como acessou o Telegam — aplicativo de troca de mensagens —do procurador chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e de outros procuradores.


