02/07/2014 15h00
Justiça inocenta ex-deputado por envolvimento na ‘Sanguessuga’
De acordo com a sentença, não houve provas de que Santos tenha recebido qualquer tipo de recurso
Douradosnews
A Justiça Federal declarou como inocente o ex-deputado federal João Batista dos Santos, o João Grandão (PT) e julgou improcedente a ação que culminou com o seu envolvimento na Operação Sanguessuga, deflagrada em maio de 2006.
No desenrolar do ato, desenvolvido pela Polícia Federal, 48 pessoas foram presas e 53 mandados de busca e apreensão cumpridos. O grupo suspeito de participar do esquema, segundo estimativas da época, teria movimentado R$ 110 milhões.
De acordo com a sentença proferida pelo juiz federal Paulo Cézar Alves Sodré, datada do dia 9 de maio em Cuiabá (MT), não houve provas de que Santos tenha recebido qualquer tipo de recurso proveniente de ato ilícito.
O ex-deputado, segundo acusações da época, teria se beneficiado com R$ 25 mil, a título de ‘comissão’, conforme relata no processo. “Segundo o MPF (Ministério Público Federal), tais quantias foram pagas ao réu a título de comissão, em razão de emendas orçamentárias em benefício de empresas ligadas à organização criminosa”.
Ainda segundo o MPF, o ex-parlamentar teria cometido o crime de corrupção ativa.
João Grandão estava em seu segundo mandato de deputado e buscava a reeleição para um terceiro período quando foi deflagrada a operação. Em 2010, o ex-parlamentar retornou à política e tentou novo mandato para a Câmara dos Deputados, porém, acabou derrotado no processo eleitoral.
Quando realizada, a ação policial resultou na abertura de uma CPI mista, formada por deputados e senadores, segundo o Congresso em Foco, intitulada como ‘CPI das Ambulâncias’, ou dos ‘Sanguessugas’.
Em abril deste ano, os empresários Darci Vedoin e o filho dele, Luiz Antônio Vedoin, envolvidos no caso, foram condenados a quatro anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto.


