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sábado, 17 de outubro, 2026

Justiça manda prender Olarte e Amorim

01/10/2015 09h20

Segundo a imprensa da Capital, o advogado de Olarte, vai entrar com pedido de habeas corpus para evitar a prisão de seu cliente. Ele considera o pedido sem motivo.

Douradosnews

A Justiça decretou as prisões do prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), e do empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, proprietário da Proteco Construções Ltda como desdobramento da Operação Coffe Break, realizada há pouco mais de um mês na Capital.

O pedido de prisão temporária foi feito pelo MPE (Ministério Público do Estado) e deferido pelo desembargador do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Luiz Cláudio Bonassini da Silva. A ação investiga compra de votos na Câmara Municipal para a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP) em março de 2014.

Segundo a imprensa da Capital, o advogado de Olarte, vai entrar com pedido de habeas corpus para evitar a prisão de seu cliente. Ele considera o pedido sem motivo.

Gravações da operação Lama Asfáltica desencadeada no dia 9 de julho pela Polícia Federal em Campo Grande, sinalizam a interferência do empresário João Amorim na votação em que os vereadores cassaram Bernal.

Sem saber que estava com as conversas telefônicas monitoradas, com autorização da Justiça Federal, Amorim articula e acompanha todo o processo de cassação à distância. E, de acordo com as interceptações, assim que a sessão é encerrada, ele recebe inúmeras ligações parabenizando-o pela vitória. Bernal foi cassado por 23 votos a 6.

No dia 25 de agosto, a Coffee Break, que foi deflagrada após compartilhamento de provas com a Lama Asfáltica, deteve 13 pessoas para prestar depoimentos. A condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a ir, foi autorizada para nove vereadores: Mario Cesar (PMDB); Edil Albuquerque (PMDB); Airton Saraiva (DEM); Waldecy Batista Nunes (PP), o Chocolate; Gilmar da Cruz (PRB); Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão; Edson Shimabukuro (PTB), Paulo Siufi (PMDB) e Jamal Salém.

Na ocasião, também prestaram esclarecimentos o ex-vereador Alceu Bueno, que renunciou após escândalo de exploração sexual, e os empresários João Amorim, Fábio Portela Machinsky e João Roberto Baird. A Justiça autorizou o afastamento de Olarte e Mario Cesar dos cargos. No mesmo dia 25 de agosto, mas em outro processo, o Poder Judiciário deu aval para a volta de Bernal à prefeitura.

Justiça manda prender Olarte e Amorim