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quarta-feira, 21 de outubro, 2026

Justiça suspende visita íntima a 68 presos em penitenciárias federais

26/07/2017 07h

Benefício está proibido em todo o sistema federal desde maio, mas grupo tinha liminar favorável. Suspensão vai até a próxima sexta, mas pode ser renovada a pedido do Depen.

G1

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Marcinho VP

Cumprindo pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, o traficante carioca Marcinho VP foi o primeiro a receber decisão favorável para retomar as visitas íntimas – e em seguida, o primeiro a ter o direito revogado. Márcio dos Santos Nepomuceno é apontado como chefe da maior facção criminosa do Rio de Janeiro.

Em junho, a defesa de Marcinho VP pediu à Justiça Federal que abrisse uma exceção para o traficante. Em resposta, o juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal, emitiu um mandado de segurança – decisão usada para garantir direitos ou evitar abuso de poder – liberando as visitas íntimas para este preso.

Na decisão, Bastos argumentava que Marcinho VP “tinha bom comportamento”, e que não havia uma relação explícita entre ele e o assassinato da psicóloga no Paraná, usado para embasar a proibição. Com base nessa sentença, outros 68 detentos recorreram e também foram atendidos.

O nome “Marcinho VP” foi usado, nas últimas décadas, por dois traficantes que atuaram em áreas diferentes do Rio. Nos anos 1990, Márcio Amaro de Oliveira ficou “famoso” com o mesmo nome ao atuar em parceria com cineastas na favela Dona Marta, em Botafogo. Preso em 2003, ele morreu estrangulado em Bangu III dois meses depois.

Presídio Federal de Mossoró (Foto: Célio Duarte)

O traficante Marcinho VP, em imagem de arquivo (Foto: TV Globo/Reprodução)