26/07/2017 07h
Benefício está proibido em todo o sistema federal desde maio, mas grupo tinha liminar favorável. Suspensão vai até a próxima sexta, mas pode ser renovada a pedido do Depen.
G1
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Marcinho VP
Cumprindo pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, o traficante carioca Marcinho VP foi o primeiro a receber decisão favorável para retomar as visitas íntimas – e em seguida, o primeiro a ter o direito revogado. Márcio dos Santos Nepomuceno é apontado como chefe da maior facção criminosa do Rio de Janeiro.
Em junho, a defesa de Marcinho VP pediu à Justiça Federal que abrisse uma exceção para o traficante. Em resposta, o juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal, emitiu um mandado de segurança – decisão usada para garantir direitos ou evitar abuso de poder – liberando as visitas íntimas para este preso.
Na decisão, Bastos argumentava que Marcinho VP “tinha bom comportamento”, e que não havia uma relação explícita entre ele e o assassinato da psicóloga no Paraná, usado para embasar a proibição. Com base nessa sentença, outros 68 detentos recorreram e também foram atendidos.
O nome “Marcinho VP” foi usado, nas últimas décadas, por dois traficantes que atuaram em áreas diferentes do Rio. Nos anos 1990, Márcio Amaro de Oliveira ficou “famoso” com o mesmo nome ao atuar em parceria com cineastas na favela Dona Marta, em Botafogo. Preso em 2003, ele morreu estrangulado em Bangu III dois meses depois.



