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La vem o Chaves, Chaves, Chaves, Chaves. Todos atentos olhando pra TV!

01/12/2014 06h

Era preciso ter um crânio fora de série, para escrever roteiros tão encantadores

Divulgação (TP)

Dia 28 de Novembro de 2014. O dia em que ficará marcado, como a data de tristeza para o humor. O humor puro, o humor simples, e ao mesmo tempo, inteligente. Era preciso ser um gênio para criar personagens desse tipo. Era preciso ter um crânio fora de série, para escrever roteiros tão encantadores. O mundo se rendeu ao México. E o México foi testemunha, pois em suas terras, nascia o grande Roberto Gómez Bolaños. Muito mais que um humorista, Chespirito foi um Mito! Não precisou de sua formação de Engenharia Elétrica, e muito menos de ser sobrinho do Presidente Mexicano, para chegar aonde chegou. Só precisou ser ele mesmo, em pessoa.

Chespirito, é uma forma diminutiva e castelhanizada do vocábulo inglês Shakespeare (Chekspir). Tal apelido foi dado a Bolaños pelo diretor de cinema Agustín Delgado, que o considerava um pequeno William Shakespeare, capaz de escrever histórias tão prolíficas e versáteis quanto o autor inglês. E quem é que ousou de duvidar? Certamente, existiram aqueles que nunca acreditaram em seu potencial. Mas tiveram o desgosto de quebrar a cara. Roberto Gómez Bolaños se tornou em carne, e osso, o maior humorista que o mundo já viu! Fez seus seriados ultrapassarem barreiras, fronteiras, e países, e levarem alegria a todas as crianças do planeta. No Brasil, seus seriados são exibidos até hoje. E está fora de cogitação, que ele desapareça. Imagino que até o próprio Silvio Santos deva assisti-lo. E se tem algo que o Homem do Baú adora, é de dar boas gargalhadas. Ufa! Até nisso Deus foi generoso conosco! Fez os seriados caírem na emissora certa. E não será desta vez, e nem pelos próximos 100 anos que deixaremos de assistir Chaves e Chapolin.

Confesso que não sou fã de ficar falando sobre mortes de celebridades. Já que é sempre a mesma coisa! Todo mundo falando sobre o assunto. Palavras como “Luto Eterno”, entre tantas outras, são sempre utilizadas neste momento. Mas não tem como deixar de falar do senhor Bolaños. Que no auge de seus 85 anos, era um adepto do Twitter. E que utilizou a Rede Social pela ultima vez, no dia 26 de Novembro (dois dias antes de sua morte). E com pouco mais de 6,6 milhões de seguidores, sua ultima twittada foi direcionada aos brasileiros; “Todo mi amor, para Brasil”. Se o Brasil em si, tivesse uma conta oficial no Twitter, deveria responder da seguinte maneira; “Nosotros que tenemos todo el amor por usted, Chespirito”. Mas de qualquer forma, fica a honra, a todos nós, de sermos os últimos citados em sua movimentada timeline.

Declaro que em raríssimas situações, utilizaria a nossa coluna para falar sobre mortes de celebridades… Mas… quem mandou Roberto Bolanõs encarnar os personagens Chaves ou Chapolin? Se eu tivesse a oportunidade de encontrá-lo, lhe diria as seguintes palavras;
“Seu humorista trapalhão! Você deixou de ser celebridade a partir do momento em que começou a fazer parte da minha infância. Ninguém mandou me engasgar de tanto rir aos 9 anos de idade, enquanto tomava um copo de suco, e via pela TV você chamando seu professor de “Linguiça”.

Como você era besta! Pouco me importa quantas fotos tenha tirado por aí. Pouco me importa quantos autógrafos tenha distribuídos por aí. E por mais que eles valessem alguma coisa, nunca os levei em consideração. Pra mim você nunca foi uma celebridade. Pra mim, você sempre foi é de casa! E agora como comer um sanduíche de presunto, e não lembrar de você? Como equilibrar a vassoura na mão sem lembrar de você? Ta vendo como tu nunca foi uma celebridade?! Tu é de casa! Assim como é da casa de milhões de pessoas. E que agora, levou seu barriu um pouco mais pra cima. Descansa bem nele viu?! Você merece toda a paz do mundo”.

Adeus querido Roberto Bolaños.
pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi

Por: Clóvis Segóvia, colunista dos sites Pontaporainforma e Che fronteira. E do JORNAL REGIONAL.

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