18/12/2016 08h50
Suspeita disse que o crime era o segundo feito na semana
Por: Tião Prado
Um caminhoneiro, de 55 anos, foi vítima do golpe conhecido como “falso frete” ontem (16) na BR-262, entre Campo Grande e Terenos, ao ser rendido por um casal armado com uma pistola. Suspeitos seriam supostamente filhos do contratante do serviço e o deixaram amarrado em uma árvore.
Conforme o boletim de ocorrência, o criminoso, contatou o motorista às 10h da manhã para realizar a mudança em uma fazenda. Ele explicou onde ficava o local e que frete poderia levar duas viagens, pois eram muitas coisas a serem transportadas.
Ainda ao telefone, o contratante, que se identificou como Osvaldo, disse que não poderia comparecer, mas os filhos o encontraria para acompanhá-lo no trabalho. Quando chegou no local, por volta das 14h, o homem encontrou com o casal, que se apresentou como Carol e Arnaldo.
O casal acompanhou a vítima dentro do caminhão por 20 minutos, até as proximidades da colônia Jamic e depois, quando adentraram em uma estrada de terra, Arnaldo sacou uma arma e anunciou o assalto.
Carol pegou uma corda e amarrou os braços do motorista, enquanto seu suposto irmão, apontava a arma engatilhada para a cabeça da vítima. Rendido, o homem seguiu com os bandidos por mais 5 km e quando pararam o caminhão, às 15h, desceram em uma mata e amarraram a vítima em uma árvore.
Arnaldo, que dizia ser do Primeiro Comando da Capital (PCC) e ficava ao telefone falando com algum comparsa. Carol, com a arma, tentou “tranquilizar” a vítima e disse “fica de boa, não vai acontecer nada, o senhor é o segundo da semana”.
Os criminosos e o homem ficaram na mata até às 20h, quando decidiram ir embora com o caminhão e deixar a vítima amarrada à árvore. Antes de saírem, Arnaldo e Carol reforçaram as ataduras da corda para impedir que o motorista do veículo fugisse.
Por volta das 23h, ele conseguiu se soltar e saiu a procura de um posto de combustível. Ja na madrugada de hoje, às 2h, ele conseguiu encontrar um estabelecimento e explicou o que tinha passado. O funcionário se prontificou e levou ele para casa, na Capital.
Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Vila Piratininga e segue em investigação.


