25/08/2014 09h
O jornalista aborda hoje o tema ‘Lei da Ficha Limpa’
Redação (TP)
COLUNA CONJECTURAS
FICHA LIMPA
- Os efeitos da lei da Ficha Limpa podem frustrar os planos eleitorais de 26 deputados federais e um senador, entre eles cinco suplentes que atuaram neste mandato. Em todo o Brasil, mais de 400 candidaturas, conforme levantamento já divulgado pelo Congresso em Foco, foram contestadas pelo MPE (Ministério Público Eleitoral) com base na legislação, alterada em 2010 e aplicada pela primeira vez a candidatos a deputado, senador, governador e presidente da República.
Dos 27 parlamentares federais e suplentes cujas candidaturas foram contestadas, nove casos ainda não foram analisados pela Justiça eleitoral.
SAÚDE
- Os resultados da pesquisa feita pelo Instituto Datafolha, a pedido do CFM (Conselho Federal de Medicina), sobre a saúde no país foram questionados pelo governo e representantes da saúde privada.
Divulgado na última terça-feira (19), o estudo aponta que os serviços públicos e privados de saúde no Brasil são considerados regulares, ruins ou péssimos por 93% da população.
De acordo com a pesquisa, 60% dos entrevistados deram nota de 0 a 4 para a saúde (pública e privada); 32%, nota de 5 a 7; 7%, nota de 8 a 10; e 0,4% responderam que não sabem.
Em nota, a FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa as principais operadoras de saúde do país, considera que o resultado da pesquisa contraria o cenário apontado por indicadores do próprio órgão regulador do mercado e do Procon.
EX-PETISTAS
- Com a oficialização da candidatura da ex-senadora Marina Silva (PSB), a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, terá seis ex-petistas entre seus dez adversários na disputa à Presidência da República.
Além de Marina, já militaram no PT Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Zé Maria (PSTU), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) –os quatro últimos são fundadores do PT, inclusive.
EXPULSÕES E ROMPIMENTOS
- Zé Maria e Rui Costa Pimenta, líderes de duas correntes trotskistas consideradas radicais pela cúpula do PT, foram expulsos no início da década de 90, em meio a um processo de reorganização interna capitaneado por José Dirceu. Já Luciana Genro, Eduardo Jorge e Mauro Iasi saíram do PT na primeira metade da década de 2000, quando Lula já governava o país.
Ao contrário dos demais, Marina chegou a ser um dos quadros mais proeminentes do PT. Deixou o partido por discordar do modelo de desenvolvimento do governo Lula e se filiou ao PV para disputar as eleições presidenciais de 2010.


