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domingo, 18 de outubro, 2026

Leia a Coluna Conjecturas desta terça-feira, com Jornalista Carlos Monfort

16/12/2014 12h30

A leitura é que a oposição à administração municipal poderá ser um pouco mais forte em 2015.

Por: Dora Nunes

CONJECTURAS

CÂMARA

A eleição do vereador Marcelino Nunes (PROS) a presidente da Câmara de Vereadores ontem, pode ser lido sob vários aspectos e ângulos diâmetros sob diferente ótica lunar. Marcelino recebeu o apoio da ‘oposição’ ao prefeito Ludimar Novais (PPS), tanto que ele fez questão de agradecer o deputado estadual eleito Flávio Kayatt (PSDB) logo na abertura de sua fala após o anúncio do resultado da votação.

O presidente eleito emendou agradecendo o prefeito Ludimar Novais (PPS)pela isenção no pleito, liberando os vereadores da sua bancada a tomarem o rumo que desejarem.

A candidatura do peemedebista Brunoí Reichardt foi articulada pelo atual presidente, vereador Agnaldo Miudinho (DEM) e no início, o projeto contava com apoio de dez vereadores, mas no decorrer do processo o vereador Marcelino Nunes jogou muito bem e fechou o apoio da maioria, mantendo na composição da Mesa Diretora o vereador tucano Hugo Costa e Otaviano Cardoso. Aí estava o xeque-mate para fechar a composição.

NOVO CENÁRIO

Apesar do presidente eleito ter dito mais de uma dezena de vezes que a eleição havia acabado com o resultado final, quem acompanha os bastidores sabe que qualquer eleição deixa feridas e muitas vezes, as cicatrizes não fecham definitivamente. Foi uma disputa política apertadíssima, tanto que o prefeito Ludimar Novais recuou dois passos quando percebeu a movimentação dos dois lados. O prefeito manteve sua postura de respeitar o Poder Legislativo em questões mais contundentes.

Tentaram levar o vereador Otaviano Cardoso (PR) para o bloco situacionista, mas sem êxito. O vereador Hugo Costa (PSDB) também foi bastante assediado, mas não abriu o apoio ao bloco encabeçado pelo vereador Marcelino Nunes.

Os votos de Otaviano e Hugo têm motivos aparentemente semelhantes, mas a leitura é que a oposição à administração municipal poderá ser um pouco mais forte em 2015.

Mas essa é uma leitura momentânea e o fato do prefeito Ludimar Novais assistir de longe a eleição, não deve ter rendimentos negativos dentro do plenário.

ACABOU……

“Acabou o amor……” disse ontem um vereador ao pé do meu ouvido, logo após a proclamação do resultado da eleição na Câmara de Ponta Porã. Quando virei para indagar qual ´amor´ era esse, ele já estava do lado de fora do plenário.

Eleição de Câmara é assim. Antes de 1º de janeiro, quando o presidente eleito Marcelino Nunes tomar posse, o cenário já será outro.

SEM RESSALVAS

O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) aprovou, ontem (15), monocraticamente as contas de campanha do governador eleito, Reinaldo Azambuja (PSDB). Ontem era o último dia para o julgamento das contas já que aconteceu a diplomação dos eleitos.

A sessão extraordinária foi realizada para julgar todas as prestações de contas dos eleitos antes da diplomação, que aconteceu também ontem, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes.

A campanha com maior arrecadação foi de Azambuja. Ao todo, foram arrecadados R$ 25.323.019,00 para conseguir o cargo máximo em Mato Grosso do Sul. O tucano gastou pouco menos do arrecadado, total de R$ 25.322.539,29.

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