08/09/2014 14h00
Confira a coluna do dia
Divulgação
CORRIDA AO SENADO
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A candidata pelo PMDB, Simone Tebet é a que lidera em todas as pesquisas de intenções de voto para o Senado Federal. A pesquisa Ibope, divulgada sexta-feira (5) mostra que a candidata segue na liderança, com 34% enquanto que o segundo colocado aparece com 18%. Se as eleições fossem hoje, Simone seria eleita senadora da República por Mato Grosso do Sul.
Encomendada pela TV Morena, a pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) sob o protocolo Nº MS 00032/2014 e no Superior Tribunal Eleitoral sob protocolo 00521/2014. O levantamento foi realizado entre os dias 31 de setembro a 2 de setembro, período em que foram entrevistados 812 eleitores. Conforme o Ibope, a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
CASO BERNAL
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O comando da campanha do PP terá somente até o próximo dia 15 deste mês para indicar o substituto do prefeito cassado de Campo Grande, Alcides Bernal, em caso de cassação do registro de sua candidatura ao Senado. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ainda não tem data definida para julgar a impugnação do registro da candidatura do progressista, segundo colocado nas pesquisas de intenções de voto para o cargo, atrás da vice-governadora Simone Tebet (PMDB).
De acordo com o calendário eleitoral, 15 de setembro é “o último dia para o pedido de registro de candidatura às eleições majoritárias, na hipótese de substituição, exceto no caso de falecimento, observado o prazo de até 10 (dez) dias, contados do fato ou da decisão judicial que deu origem à substituição (Lei nº 9.504/1997, art. 13, §§ 1º e 3º)”, ou seja 20 dias antes do pleito.
SUL-FRONTEIRA
- O senador Waldemir Moka (PMDB) entregou semana passada ao Ministério do Planejamento projeto executivo para retomada das obras de pavimentação da rodovia Sul-Fronteira. A entrega do documento foi feita à chefe de gabinete da ministra Miriam Belchior, Francisca Lucileide de Carvalho.
Segundo a representante do Planejamento, a liberação dos recursos se deve a entendimentos entre a ministra do Planejamento e o ministro da Integração, Francisco Teixeira, para atender compromisso público da presidente Dilma Rousseff, em Mato Grosso do Sul.
O projeto da Sul-Fronteira prevê a construção e asfaltamento de 338 quilômetros de estrada que liga o Distrito de Sanga Puitã, em Ponta Porã, a Mundo Novo, passando pelas cidades de Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Japorã, na região de fronteira com o Paraguai.
PETROBRAS
- Nomes de políticos envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef vieram à tona no sábado (6) em reportagem da revista Veja. A participação de ex-governadores, presidentes da Câmara e do Senado e de um ministro foi revelada pelo ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa. Preso em março pela Polícia Federal por acusação de ligação com o esquema, ele aceitou um acordo de delação premiada e vem sendo interrogado em Curitiba.
Entre os nomes divulgados, estão os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). Do Senado, foi apontada a participação do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), e de Romero Jucá (PMDB-RR). Entre os deputados delatados por Costa, está Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC).
MAIS NOMES
- Conforme a Veja, o ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte (PP) também foi citado pelo ex-diretor como destinatário da propina. O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e o ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência morto em acidente aéreo Eduardo Campos (PSB) também foram apontados por envolvimento.
O ex-diretor ainda admitiu, pela primeira vez, que as empreiteiras contratadas pela Petrobras tinham que, obrigatoriamente, contribuir para um caixa paralelo que tinha como destino final partidos e políticos. PP, PMDB e PT foram citados por ele como os principais partidos beneficiários do propinoduto.


