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sexta-feira, 16 de outubro, 2026

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Comentários sobre política e tudo o que acontece na região

15/08/2018 17h – DN

SIMONEANDO

    • Foi um fato muito natural o pequeno rebuliço que a substituição do candidato em potencial do MDB ao Governo do Estado, André Puccinelli pela senadora Simone Tebet. Não pelo fato da senadora ter maior ou menor prestígio eleitoral do que o ex-governador. Primeiro, pela mudança ter ocorrido em cima do laço, praticamente às vésperas da convenção do MDB que oficializaria a candidatura de Puccinelli que já estava em pré-campanha eleitoral.
    • O segundo motivo é a realidade do fato: o André Puccinelli está preso e a Simone Tebet está livre e solta para enfrentar qualquer parada. Mais que isso: sem nenhuma questão pendente na Justiça. Por tudo isso é que todos os emedebistas – até os fanáticos por Puccinelli – devem fechar com a senadora, cuja candidatura deve atrair lideranças já comprometidas sem muita convicção com outros projetos políticos.
    • É por isso que o aparecimento estratégico da senadora Simone Tebet no cenário eleitoral de Mato Grosso do Sul, assim inesperadamente, está tirando o sono de muita gente, principalmente daqueles esquemas que provocaram a prisão de André Puccinelli. Para esses, a estratégia foi um tiro no pé.

MELHOR PARA REINALDO

    • Comentando sobre o assunto aqui no Jornal de Notícias semana passada, o deputado federal Zeca do PT, candidato a senador nas eleições de outubro, entende que qualquer que seja o motivo para explicar essa prisão de André na reta final das convenções partidárias, no momento o grande favorecido para vencer a eleição para governador é o atual detentor do cargo, o tucano Reinaldo Azambuja, mesmo com a Simone Tebet sendo a grande novidade da batalha eleitoral.
    • Para o deputado federal Zeca do PT, o governador Reinaldo Azambuja será reeleito no 2º turno da eleição de outubro, em virtude das suas manobras políticas bem arquitetadas durante o seu mandato. Na verdade, o motivo principal das suas possibilidades eleitorais seria o bom uso da máquina administrativa e a chave do cofre que está em boas mãos.
    • Da mesma maneira se encontra a situação da Presidência da República. As pesquisas, os acordos políticos e as alianças partidárias indicam que, no momento, o favorito do pleito presidencial é o tucano Geraldo Alckmin pelo simples fato de que se ele for para o 2º turno com o Jair Bolsonaro, a esquerda toda votaria em peso no ex-governador de São Paulo.
    • Por outro lado, caso o adversário de Alckmin no 2º turno seja um candidato da esquerda, como Ciro Gomes, por exemplo, os eleitores de Bolsonaro votariam de olhos fechados no candidato do PSDB, DEM, PTB e mais um carregamento de outros partidos. Hoje a realidade é essa, mas se acontecer uma tempestade de granizo no dia 7 de outubro e o Geraldo Alckmin não for para o segundo turno aí o bicho vai pegar e tudo pode acontecer. Nesse caso o favorito seria o candidato dos ruralistas, o glorioso Jair Bolsonaro.

VAGA PARA IDOSOS

    • Agora é lei. As vagas para os idosos em frente dos bancos, das repartições públicas e supermercados tem que ser respeitadas se não quiserem receber pesadas multas. Infelizmente aqui em Ponta Porã muitos motoristas e motoqueiros, principalmente o pessoal lá de Pedro Juan Caballero, não respeitam as vagas para idosos e nem dos deficientes físicos. Resta saber quem vai fiscalizar isso. Até agora os faltosos estão deitando e rolando. Bolsonaro neles, gente!

ESTÁ COMPLICADO

    • “Deu zebra. O MDB voltou atrás e confirmou a senadora Simone Tebet candidata ao Governo do Estado”. Esse foi o telefonema que eu recebi de Campo Grande sábado cedo (4) de um grande aliado do governador Reinaldo Azambuja que contava como certa, na tarde de sexta-feira (3), a aliança com MDB de Marun, Moka e Simone. Tudo isso em razão das tratativas entre tucanos e emedebistas ao longo do dia anterior.

PITONISA

    • Aqui vai uma informação para alegrar o coração dos magnatas Aureovaldo do Amaral e Olegário Campos. No último final de semana numa entrevista concedida ao programa do Amaury Júnior, na Band, uma famosa parceira da “Mãe Diná” de nome Maricy, a mesma que previu a vitória do presidente Donald Trump nos Estados Unidos quando ainda a sua chance de vitória era zero; a vitória de João Dória para a prefeitura de São Paulo e a certeza de que Michel Temer não seria afastado do cargo.
    • Durante a entrevista, quando o Amaury Júnior perguntou quem seria o próximo Presidente da República ela respondeu de pronto: – o Jair Bolsonaro. “O povo brasileiro está cansado de políticos sem ação. Agora o povo quer eleger um presidente determinado, que imponha respeito e defenda a tradição, família e a propriedade”. E agora? A mulher é adivinhona e costuma acertar na mosca as suas previsões. Seria interessante alguém avisar o tucano Geraldo Alckmin e o glorioso Ciro Gomes.

J. N. Oliveira

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