07/12/2015 14h50
Divulgação: Dora Nunes
MUITO TRISTE
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A prisão do senador sul-mato-grossense Delcídio Amaral acabou se transformando num episódio muito triste e preocupante. Primeiro porque foi um fato inédito no País desde a criação das Capitanias Hereditárias pela Coroa Portuguesa. Não porque a prisão de um político seja um fato novo (a Penitenciária da Papuda e os presídios de Curitiba estão cheios de políticos bitola-larga) o problema é outro.
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Delcídio Amaral era um senador em pleno exercício do mandato, articulador político da presidente da República, líder do Governo no Senado e figura de expressão no Congresso Nacional. E não adianta agora o PT Nacional estar tentando tirar o pé da estaca, o Governo Federal pretender ignorar o fato e fazer-se de morto. Os brasileiros estão acompanhando tudo e avaliando que tanto o PT Nacional como o Palácio do Planalto estão atolados até o pescoço com a questão.
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Como o povo brasileiro gosta de fazer gozação e pilhéria de tudo, o “caso Delcídio” está sendo tratado com tristeza por muitos e conduzido com brincadeiras e gozações por outros.
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Essa proposta da fuga de Nestor Cerveró para a Espanha via Paraguai, passando por Ponta Porã, inclui até uma visitinha ao salão do petista Leonelson para tirar a barba antes de embarcar para a Europa. Tudo uma brincadeira do jeito que o povo da fronteira gosta. Detalhe: Cerveró não é petista, ele é do PMDB. Cairia melhor se ele almoçasse no Carijó do Chiquito.
ATÉ QUANDO?
- Ninguém de bom senso pode imaginar quando isso tudo vai terminar. Pelo visto, muita gente importante ainda será presa e condenada pela Operação Lava-Jato. O ex-presidente Lula continua com as barbas de molho e falando o que não deve e a presidente Dilma treme nas bases quando alguém fala em impeachment. A preocupação está geral porque o Brasil parou e ainda há suspeita de mais terremoto no pedaço.
COISA BOA
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Agora chega de notícia ruim da política. Aqui em Ponta Porã, por exemplo, tem muita coisa boa acontecendo. Essa movimentação do prefeito Ludimar Novais que trouxe para o seu lado um grupo considerável de partidos políticos foi uma tacada que deverá mudar a história do quadro político no município.
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Não se pode negar que o chefe do Executivo agora lidera um grupo político muito forte que deve influenciar consideravelmente na condução do seu projeto político da reeleição. Partidos como o DEM, PTB, PSB, PDT, PMN, PR, PPS e outras lideranças políticas isoladas estão com tudo para fazer a diferença na eleição municipal do ano que vem.
PT NA ESPERA
- Com relação ao posicionamento do Partido dos Trabalhadores de Ponta Porã com vistas ao pleito eleitoral de 2016 ainda é uma incógnita. Apesar das especulações de que o PT vai disputar a sucessão municipal com candidato próprio, cabendo à vice-prefeita
Sônia Cintas esse desafio em tempos de crise do partido a nível nacional, setores da sigla admitem que os petistas deverão fechar com o projeto de reeleição do prefeito Ludimar Novais.
- Por outro lado, especulam que se o partido do Lula e Dilma Rousseff (o Senador Delcídio já estaria descartado) tiver mesmo candidato, os escolhidos seriam o secretário municipal de Administração Paulinho Roberto da Silva ou a secretária de Educação, Denise de Oliveira. Pelo menos os petistas frequentadores do salão do Leonelson da Gama garantem que essa possibilidade não existe. Vamos aguardar até a “Operação Lava-Jato” acabar.
ELEIÇÃO
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Sempre foi assim, queiram ou não os entendidos no assunto: a eleição da Mesa Diretora do Legislativo a nível municipal, estadual e federal sofre a influência do chefe do Executivo. Normalmente o presidente é figura da intimidade momentânea ou duradoura do prefeito, do governador ou do presidente da República. Às vezes eles perdem a parada, mas a tentativa sempre existiu com o objetivo de demonstração da força política do Executivo.
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Aqui em Ponta Porã, por exemplo, a eleição do novo presidente da Câmara Municipal será uma prova de fogo para o Executivo depois dessa reviravolta altamente positiva na administração que ficou mais forte politicamente. Por isso entendo que o sucessor do presidente Marcelino Nunes deve ser alguém identificado administrativa e politicamente com o prefeito Ludimar Novais. Nada mais que isso.
SUCESSÃO MUNICIPAL
- Com relação à sucessão municipal as especulações são tantas que até estão se transformando em piadas em razão de tantos comentários sem pé nem cabeça. Olha minha gente, todos esses episódios de Brasília e Curitiba por conta da Operação Lava-Jato estão demonstrando que o Brasil está sendo passado a limpo e as eleições municipais de 2016 vão ser o grande teste dessas mudanças necessárias. Podem crer!
J. N. Oliveira


