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domingo, 18 de outubro, 2026

Libido: cada vez mais mulheres usam produtos para aumentar o desejo sexual

04/09/2016 07h

A professora diz que gostaria que as coisas fossem diferentes. “Seria bom não me sentir sexualmente morta”.

IG

Cada vez mais mulheres optam por alguns produtos que aumentem seu libido. Isso porque muitas delas simplesmente não conseguem chegar ao orgasmo somente com a relação sexual. Segundo o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, a causa pode ser hormonal ou emocional e necessita de tratamentos.

Para o especialista, o estresse do dia a dia com trabalho, tarefas de casa e ocupação com a família pode acabar diminuindo a libido, o que faz com que as mulheres recorram à esses produtos. “Se ela tiver a diminuição da carga hormonal, também terá a diminuição da libido.”, conta.

“Tenho 45 anos e sexo para mim não conta mais”, diz B., que é professora em Nova York ao jornal “New York Times”. Ela pede que última inicial do seu nome seja mencionada. Ela raramente tem desejo suficiente para iniciar uma relação com o parceiro, com quem vive há 10 anos, e não chega ao orgasmo durante o ato.

A professora diz que gostaria que as coisas fossem diferentes. “Seria bom não me sentir sexualmente morta”.

O desinteresse de B. está longe de ser incomum e o mercado começa a reagir. Na ausência de um equivalente feminino de medicamento contra impotência, como o Viagra, Cialis e Levitra, as mulheres estão recorrendo a outros estímulos, como lubrificantes, todos os tipos de gel, óleos de massagem, suplementos nutricionais e fitoterápicos e vibradores.

Os produtos que prometem aumentar o prazer

Nos Estados Unidos, esses produtos estão sendo encontrados em todas as grandes drugstores e redes de farmácia, lado a lado com esparadrapos e ataduras, mas para Domingos eles não são a solução. “Eles ajudam, mas não substitui o próprio sexo e as preliminares”.

O KY Intense, um gel estimulante feminino que pretende aumentar a sensibilidade do clitóris, é vendido na Walgreens, no Wal-Mart e na Rite Aid, segundo o jornal americano. O ON, da Sensuva, um óleo estimulante, pode ser encontrado em 640 lojas da GNC em todo os Estados Unidos. A Intimina, da LELO, uma “linha de produtos íntimos” que fabrica massageadores, incluindo bolinhas para praticar exercícios de Kegel e de pompoarismo, e “cosméticos íntimos”, é vendida nas farmácias Pharmaca Integrative. E o óleo essencial que é vendido como sendo altamente estimulante, Zestra, era comercializado 1.800 lojas da Walmarts em 2012. Dois anos antes, apenas 880 lojas da rede comercializavam o produto.

Mas será que lubrificantes e óleos estimulantes funcionam mesmo?

“A mulher média comprometida em um relacionamento tem relações sexuais uma vez por semana”, diz Rachel Braun Scherl, presidente do Semprae Laboratories, fabricante do Zestra, ao “The New York Times” que contratou Kris Kardashian Jenner como porta-voz. “Nossa ideia não é fazer com que as mulheres tenham mais relações sexuais – queremos ajudá-las a apreciar o sexo, não importa a quantidade de vezes”.

Não existem estudos suficientes que atestem se esses produtos funcionam mesmo. Um estudo randomizado publicado em 2010 no The Journal of Marital and Family Therapy constatou que as mulheres que usaram o óleo Zestra reportaram sentir mais desejo, excitação e satisfação do que aquelas que usaram um placebo. O KY afirma que 70% das mulheres que participaram de uma pesquisa sobre o produto concordaram que o gel Intense aumentou sua excitação, a intensidade do orgasmo, a satisfação e o prazer, mas a pesquisa não foi publicada em uma publicação médica.

Para Erin Drought, de 28 anos, consultora em tecnologia da informação de Edmonton, Alberta, cuja libido sumiu depois que ela começou a tomar remédios para tratar o transtorno bipolar, usar o Zestra foi como “ligar um interruptor de luz”. Ela tropeçou no Zestra em um supermercado e resolveu experimentar. No início, não contou ao marido porque “não queria dar esperanças a ele”. Mas funcionou.

“Foi assim quando comprei óculos novos e consegui finalmente ver as coisas de longe. Pensei: ‘nossa, isso é o que sentimos quando conseguimos ver'”, fala ao jornal.

Muitos desses produtos estimulantes usam “óleo de hortelã ou alguma variação. A ideia é fazer com que a mulher se sinta excitada”, diz Bat Sheva Marcus, diretora clínica do Centro Médico de Sexualidade Feminina de Manhattan e Purchase, Nova York. “Algumas pessoas sentem que eles dão uma sensação de queimação, algumas acham que eles são bastante estimulantes, outras não sentem nada.”

Cada vez mais mulheres optam por alguns produtos que aumentem seu libido. Isso porque muitas delas simplesmente não conseguem chegar ao orgasmo somente com a relação sexual. Segundo o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, a causa pode ser hormonal ou emocional e necessita de tratamentos.

Para o especialista, o estresse do dia a dia com trabalho, tarefas de casa e ocupação com a família pode acabar diminuindo a libido, o que faz com que as mulheres recorram à esses produtos. “Se ela tiver a diminuição da carga hormonal, também terá a diminuição da libido.”, conta.

“Tenho 45 anos e sexo para mim não conta mais”, diz B., que é professora em Nova York ao jornal “New York Times”. Ela pede que última inicial do seu nome seja mencionada. Ela raramente tem desejo suficiente para iniciar uma relação com o parceiro, com quem vive há 10 anos, e não chega ao orgasmo durante o ato.

A professora diz que gostaria que as coisas fossem diferentes. “Seria bom não me sentir sexualmente morta”.

O desinteresse de B. está longe de ser incomum e o mercado começa a reagir. Na ausência de um equivalente feminino de medicamento contra impotência, como o Viagra, Cialis e Levitra, as mulheres estão recorrendo a outros estímulos, como lubrificantes, todos os tipos de gel, óleos de massagem, suplementos nutricionais e fitoterápicos e vibradores.

Os produtos que prometem aumentar o prazer

Nos Estados Unidos, esses produtos estão sendo encontrados em todas as grandes drugstores e redes de farmácia, lado a lado com esparadrapos e ataduras, mas para Domingos eles não são a solução. “Eles ajudam, mas não substitui o próprio sexo e as preliminares”.

O KY Intense, um gel estimulante feminino que pretende aumentar a sensibilidade do clitóris, é vendido na Walgreens, no Wal-Mart e na Rite Aid, segundo o jornal americano. O ON, da Sensuva, um óleo estimulante, pode ser encontrado em 640 lojas da GNC em todo os Estados Unidos. A Intimina, da LELO, uma “linha de produtos íntimos” que fabrica massageadores, incluindo bolinhas para praticar exercícios de Kegel e de pompoarismo, e “cosméticos íntimos”, é vendida nas farmácias Pharmaca Integrative. E o óleo essencial que é vendido como sendo altamente estimulante, Zestra, era comercializado 1.800 lojas da Walmarts em 2012. Dois anos antes, apenas 880 lojas da rede comercializavam o produto.

Mas será que lubrificantes e óleos estimulantes funcionam mesmo?

“A mulher média comprometida em um relacionamento tem relações sexuais uma vez por semana”, diz Rachel Braun Scherl, presidente do Semprae Laboratories, fabricante do Zestra, ao “The New York Times” que contratou Kris Kardashian Jenner como porta-voz. “Nossa ideia não é fazer com que as mulheres tenham mais relações sexuais – queremos ajudá-las a apreciar o sexo, não importa a quantidade de vezes”.

Não existem estudos suficientes que atestem se esses produtos funcionam mesmo. Um estudo randomizado publicado em 2010 no The Journal of Marital and Family Therapy constatou que as mulheres que usaram o óleo Zestra reportaram sentir mais desejo, excitação e satisfação do que aquelas que usaram um placebo. O KY afirma que 70% das mulheres que participaram de uma pesquisa sobre o produto concordaram que o gel Intense aumentou sua excitação, a intensidade do orgasmo, a satisfação e o prazer, mas a pesquisa não foi publicada em uma publicação médica.

Para Erin Drought, de 28 anos, consultora em tecnologia da informação de Edmonton, Alberta, cuja libido sumiu depois que ela começou a tomar remédios para tratar o transtorno bipolar, usar o Zestra foi como “ligar um interruptor de luz”. Ela tropeçou no Zestra em um supermercado e resolveu experimentar. No início, não contou ao marido porque “não queria dar esperanças a ele”. Mas funcionou.

“Foi assim quando comprei óculos novos e consegui finalmente ver as coisas de longe. Pensei: ‘nossa, isso é o que sentimos quando conseguimos ver'”, fala ao jornal.

Muitos desses produtos estimulantes usam “óleo de hortelã ou alguma variação. A ideia é fazer com que a mulher se sinta excitada”, diz Bat Sheva Marcus, diretora clínica do Centro Médico de Sexualidade Feminina de Manhattan e Purchase, Nova York. “Algumas pessoas sentem que eles dão uma sensação de queimação, algumas acham que eles são bastante estimulantes, outras não sentem nada.”

Mulheres apostam em produtos para aumentar a libido

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