Diante de cerca de 1,4 mil católicos e evangélicos reunidos em Campo Grande, o padre Luiz Gustavo Winkler escolheu os programas voltados às famílias de baixa renda para explicar por que decidiu apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (Progressistas).
Ao subir ao palco do “Encontro Cristão pela Vida e por MS”, o religioso lembrou que o crescimento econômico do Estado, em sua avaliação, precisa caminhar junto com políticas capazes de alcançar quem ainda vive em situação de vulnerabilidade. Citou, entre as ações da gestão estadual, o Mais Social e iniciativas destinadas à busca ativa de famílias fora da rede tradicional de proteção.
“O governador se comprometeu em fazer um Estado cada vez mais pujante, desenvolvido, mas nunca se esqueceu dos menos favorecidos. Fez a promessa que o Mais Social sairia de R$ 300 para R$ 450 e cumpriu. Também ganhou prêmio nacional com programa que foi atrás de famílias vulneráveis, que não estavam nos programas sociais, retirando elas da extrema pobreza”, afirmou.
A fala sintetizou um dos principais argumentos apresentados durante o encontro: a tentativa de aproximar o apoio político das igrejas de ações sociais desenvolvidas pelo Governo de Mato Grosso do Sul.
Riedel agradeceu o posicionamento das lideranças religiosas e afirmou enxergar no encontro uma convergência em torno de objetivos comuns.
“Reunião muito bonita com tanta gente do bem. Uma noite histórica e meu sentimento é de gratidão a todas as lideranças evangélicas e católicas, que se uniram e se posicionaram. Convergência de propósito”, declarou.
Ao falar aos participantes, o governador relacionou o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul à necessidade de ampliar oportunidades e garantir políticas públicas que permitam à população participar desse processo.
“Este cenário positivo vem acompanhado por políticas públicas fundamentais, para que esta oportunidade possa ser alcançada. Com educação, qualificação, solidariedade e assistência social”, disse.
Entre os programas mencionados no encontro está o Mais Social, benefício destinado a famílias em situação de vulnerabilidade. Também foi destacada a política de busca ativa de pessoas que, embora estivessem em condição de extrema pobreza, não acessavam programas sociais.
Para as lideranças presentes, porém, o apoio político também foi acompanhado de reivindicações.
Presidente do Conselho de Pastores de Campo Grande, Gladstone Amorim, conhecido como Apóstolo Dinho, explicou que representantes das comunidades cristãs elaboraram uma carta com 22 compromissos a serem apresentados aos candidatos.
Segundo ele, o documento reúne temas considerados prioritários pelas igrejas participantes do encontro.
“Eles devem assumir o compromisso dentro da pauta que acreditamos e defendemos. A sociedade sul-mato-grossense tem valores, um povo de fé e de princípios. Nosso desejo é que representem nossos pensamentos expostos nesta carta, que consideramos valiosos, como por exemplo ser a favor da família, defesa da propriedade e liberdade de expressão e religiosa. A prática cristã com trabalhos sociais, estender a mão a quem precisa”, afirmou.
O bispo Aguinaldo Silva, da Igreja Universal do Reino de Deus, concentrou sua manifestação na prestação de serviços públicos e afirmou que o desempenho administrativo também pesou na decisão de apoiar Riedel.
“Todos precisam de hospitais, polícia para dar segurança e de homens que se importam com a qualidade de vida da população e abraçam a missão de fazer o melhor que puderem pela nossa sociedade. Acreditando no nosso governador e na sua boa vontade de fazer o melhor por Mato Grosso do Sul, nós o apoiamos por convicção”, declarou.
O encontro reuniu representantes de diferentes denominações cristãs na Associação Nipo-Brasileira, em Campo Grande, e marcou a manifestação conjunta de apoio à candidatura de Riedel à reeleição.
Ao final do ato, o governador assinou a carta de compromisso apresentada pelas lideranças religiosas. O documento transforma o apoio anunciado durante a noite também em uma relação de cobrança: além de defenderem a continuidade da atual gestão, os representantes das igrejas querem que as pautas apresentadas pelas comunidades cristãs permaneçam na agenda de um eventual segundo mandato.

