Candidatos usaram o primeiro programa eleitoral para apresentar trajetórias, propostas e prioridades ao eleitor
O primeiro programa do horário eleitoral dos candidatos à Presidência na televisão, exibido neste sábado (29), apresentou diferentes estratégias de campanha na busca pelo voto. Ao longo dos minutos reservados a cada candidatura, os presidenciáveis relembraram suas trajetórias, defenderam propostas e fizeram críticas a adversários, além de explorar temas como economia, segurança pública, família, mulheres e a situação do país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato com mais tempo de TV, relembrou a própria trajetória política, fez um balanço do governo e apresentou bandeiras para um eventual novo mandato. O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, investiu na imagem de homem de família e destacou temas como segurança pública e economia.
Ronaldo Caiado (PSD) exaltou os resultados de sua gestão em Goiás e criticou o PT. Já Augusto Cury (Avante) concentrou sua participação em uma mensagem sobre a importância da escuta.
Lula
A campanha de Lula abriu o programa com críticas a Flávio Bolsonaro. Na peça de 5 minutos e 31 segundos, o petista relembrou episódios da trajetória do senador, citou a homenagem feita por ele ao ex-policial Adriano da Nóbrega e mencionou o pedido milionário feito ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro. “Não dá para confiar nesse sujeito. Flávio, o pior dos Bolsonaros”, diz a inserção.
Durante a peça, Lula apareceu em uma espécie de conversa com seu “eu” do passado e relembrou a trajetória política desde 1979. Com fotos e vídeos antigos, afirmou que sabia que enfrentaria momentos difíceis, mas que a democracia voltaria e que ele seria eleito três vezes presidente. “Hoje, sou infinitamente melhor”, disse.
A campanha também apresentou um balanço do atual governo. Lula afirmou que recebeu um Brasil “destruído” e destacou a recuperação da economia, a geração de empregos e o controle da inflação. Disse, porém, que ainda há muito a fazer e afirmou que o país está “pronto para muito mais”.
A primeira-dama, Janja Lula da Silva, participou da propaganda para falar sobre as mulheres. Ela afirmou que Lula sempre esteve ao lado delas e defendeu um país com mais oportunidades. A peça também mostrou imagens de Lula com líderes internacionais e reforçou os temas de soberania e fortalecimento da indústria.
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro começou a propaganda criticando a situação do país e contrapondo o que chamou de “Brasil do Lula” ao “Brasil real”. A peça mostrou imagens associadas à criminalidade, ao medo, ao endividamento das famílias e a dificuldades enfrentadas por empresas.
Na sequência, o programa mudou o foco para a trajetória pessoal do candidato. A peça mostrou Flávio ao lado da mulher, Fernanda, e das duas filhas e reforçou a imagem de homem de família.
Fernanda apareceu no programa e classificou Flávio como um “Bolsonaro moderado”. O candidato afirmou que, na casa dele, “quem manda” são as mulheres e que o papel delas não pode ser ignorado. Segundo ele, o Brasil só vai vencer se as mulheres forem mais fortes.
A propaganda também relembrou a trajetória profissional e política do senador, desde a formação como advogado até a eleição para o Senado em 2018. Na área de segurança pública, destacou a atuação de Flávio contra o crime e citou sua participação na aprovação do fim da saída temporária de presos.
Caiado
Ronaldo Caiado dedicou os 2 minutos e 2 segundos de programa à apresentação de sua trajetória política e à defesa de sua gestão em Goiás. O candidato destacou os 40 anos de vida pública e relembrou os dois mandatos como governador.
A propaganda apresentou Caiado como um político disposto a enfrentar adversários e fez críticas ao PT. Na peça, ele afirmou que foi o primeiro a enfrentar a esquerda.
Na área de segurança pública, a peça destacou o enfrentamento ao PCC e ao Comando Vermelho durante sua gestão. Também apresentou Goiás como exemplo de um “Brasil que deu certo” e citou a geração de empregos e o crescimento dos salários.
A campanha ainda afirmou que Caiado deixou o governo aprovado por quase nove em cada dez goianos e mencionou investimentos em inteligência artificial.
Cury
Com apenas 35 segundos de inserção, Augusto Cury concentrou sua propaganda em uma mensagem sobre a necessidade de ouvir a população. “Não tem cura sem escuta”, afirmou o candidato.
Fonte: R7

