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terça-feira, 22 de setembro, 2026

Lula na ONU: Brasil defende paz, multilateralismo e reforma da segurança global

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira (22), a partir das 10h (horário de Brasília). Em sua fala de abertura na seção de alto nível, o mandatário brasileiro enfatizou a importância do multilateralismo, pilar central da política externa do país, em um contexto global de crescentes conflitos.

Lula destacou ainda o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outras nações. A negociação como ferramenta para a solução de disputas internacionais também foi um ponto abordado, apresentando a visão brasileira sobre os principais temas da agenda global.

Um dos focos do discurso foi a defesa da reforma das Nações Unidas, especialmente do seu Conselho de Segurança. O Brasil tem sido um defensor histórico da atualização da composição e do funcionamento do órgão, criticando sua capacidade de resposta diante de conflitos internacionais.

Durante sua estadia em Nova York, o presidente Lula também realizou encontros bilaterais com outros chefes de Estado e com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Ele se reuniu ainda com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. A participação na Assembleia Geral marcou a 11ª vez de Lula no evento como presidente, tendo comparecido em todos os seus mandatos, exceto em 2010.

Na mesma ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi o segundo a discursar, logo após Lula. No ano anterior, ambos tiveram um breve contato que, segundo relatos, gerou uma boa impressão mútua, com Trump comentando sobre uma “química excelente” entre os líderes.

A agenda brasileira na ONU contou com a participação ativa do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que permaneceu em Nova York para diversas reuniões ministeriais, incluindo as do Brics, Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), G77, G4, L69, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e Consenso de Brasília. Vieira presidiu encontros sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), que o Brasil preside pelo período de três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, também esteve presente, com foco em segurança alimentar, proteção social e cooperação internacional. Outros ministros, como Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Luiz Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros (Igualdade Racial), participaram de atividades alinhadas às suas pastas. A delegação brasileira também esteve envolvida em discussões sobre o Conselho de Segurança da ONU, a situação na Palestina, combate à desigualdade e direito internacional humanitário.