29/06/2016 05h40
Ele teve surto supostamente porque descobriu gravidez da namorada
O lutador de jiu jitsu Rafael Martinelli Queiroz, 28 anos, vai a júri popular em data ainda a ser marcada. Ele matou o vendedor Paulo Cezar de Oliveira, que tinha 49 anos, em 18 abril de 2015. O homem morreu depois de ser atingido por cadeira na cabeça.
O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Alexandre Tsuyoshi Ito, proferiu sentença hoje determinando o júri e acatando as denúncias. Rafael responderá por homicídio qualificado por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
A Justiça Estadual ouviu a namorada do acusado, cinco testemunhas de acusação e seis de defesa no período de instrução. O réu também manifestou-se. A defesa do lutador pediu a absolvição dele.
“Em sua decisão, o magistrado observou que há provas de materialidade e de autoria suficientes de que o acusado teria cometido o homicídio de Paulo Cezar, pois, entre outras provas (sobretudo depoimentos que corroboram para o fato), ‘as imagens colhidas pelo sistema de segurança do hotel demonstram claramente que R.M.Q. encontrava-se extremamente nervoso e com a agressividade aflorada no momento dos fatos”, informou nota do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
A acusação queria que Rafael respondesse ao assassinato com a qualificadora de motivo torpe, o que poderia aumentar a pena. O juiz negou e disse que não ficou claro a motivação do crime.
BRIGA COM A NAMORADA
Apesar das agressões, a namorada do lutador disse que as lesões aconteceram quando ela teria tentando acalmá-lo. Rafael estaria se debatendo e os movimentos bruscos involuntários a atingiram.
O juiz não denunciou o rapaz por lesão corporal com base nesse depoimento da jovem. Rafael segue preso até a decisão do tribunal do júri.
CRIME
O acusado teve surto em hotel que fica na Avenida Afonso Pena, no bairro Amambaí, em Campo Grande. Ele brigou a com namorada, de 25 anos, que estava grávida, dando tapas no rosto dela e soco na região glútea.
Depois, invadiu o quarto onde estava Paulo Cezar e o agrediu até a morte. Rafael Martinelli ainda arrombou outros dois apartamentos.
Uma das hipóteses que motivou o crime seria porque o lutador teria descoberto que a namorada estava grávida e o filho não seria dele.
Fonte: Correio do Estado


