22 C
Ponta Porã
domingo, 18 de outubro, 2026

Mãe de brasileiras mortas no Japão embarca para SP em busca de visto

08/01/2016 15h30

Filhas dela foram encontradas mortas em apartamento em cidade japonesa.

G1 MS

A mãe das duas brasileiras encontradas mortas no Japão embarcou em Campo Grande rumo a São Paulo nesta sexta-feira (8), onde pedirá um visto emergencial para o país asiático. Maria Aparecida Amarilha Scardin quer buscar as netas de 3 e 5 anos, filhas de Akemy Maruyama, 27 anos, achada morta em um apartamento junto com a irmã, Michelle Maruyama, 29 anos.

O suspeito dos assassinatos é um peruano, ex-marido de Akemy, que está preso. O crime aconteceu na cidade de Handa, perto de Nagoia.
Maria Aparecida ganhou as passagens aéreas de pessoas que se comoveram com a situação, já que ela não teria condições financeiras.

A mãe das duas brasileiras encontradas mortas no Japão embarcou em Campo Grande rumo a São Paulo nesta sexta-feira (8), onde pedirá um visto emergencial para o país asiático. Maria Aparecida Amarilha Scardin quer buscar as netas de 3 e 5 anos, filhas de Akemy Maruyama, 27 anos, achada morta em um apartamento junto com a irmã, Michelle Maruyama, 29 anos.

O suspeito dos assassinatos é um peruano, ex-marido de Akemy, que está preso. O crime aconteceu na cidade de Handa, perto de Nagoia.
Maria Aparecida ganhou as passagens aéreas de pessoas que se comoveram com a situação, já que ela não teria condições financeiras.

“Minhas filhas nasceram aqui, quero enterrar as cinzas delas aqui também, elas são sul-mato-grossenses e eu tenho fé de que vou conseguir isso. É o que mais quero depois de conseguir a guarda das minhas netas”, contou.

Alerta

Em entrevista ao G1, Maria disse que tinha três filhos e que o outro morreu há seis anos. Ela também contou que gostaria que o momento de dor servisse de alerta para outras mulheres vítimas de violência dos companheiros.

“Que não existam outras Akemys, que outras Marias não chorem. Gostaria que a minha dor servisse de exemplo, alerta, para outras mulheres não passarem por isso. Não é só violência física, estou falando de qualquer violência”.

Agressivo

Maria Aparecida lembrou que o peruano tinha comportamento agressivo e chegou a agredir outra neta em 2014, filha de Akemy. A criança, na época, com 9 anos, foi tirada da guarda da mãe e levada para o abrigo até ser trazida pela avó para o Brasil, onde hoje mora com o pai.

A mãe de Akemi diz que a filha foi casada seis anos com o peruano, mas estava separada havia três meses. Ela também contou que o ex-companheiro fazia ameaças, mas a filha não acreditava que ele seria capaz de cumpri-las.

Governo brasileiro

O Consulado Geral do Brasil em Nagoia informou que acompanha o caso. Segundo o consulado, a família está recebendo apoio. O Ministério de Relações Exteriores informou que, por questões de privacidade da família, não pode dar mais informações.

Maria Aparecida foi regularizar situação no TRE-MS para tirar o passaporte (Foto: Reprodução TV Morena)