04/04/2014 07h10
Manifesto sem razão vira caso de policia em Ponta Porã.
Empresa acusou o pode executivo e até o Ministério Público Estadual de estar agindo para beneficiar uma unica empresa em Ponta Porã.
Jornal Diário do Centro-Oeste
Um, grupo de pessoas sem apresentar argumentos razoáveis bloqueou nesta semana a MS 164, importante rodovia que da acesso ao assentamento Itamarati e também a capital do estado. O fato se deu em virtude da fiscalização realizada pela guarda Municipal no último dia 21 e que resultou na apreensão de um ônibus da Empresa São Jorge, que segundo as informações levantadas pela reportagem do Jornal Diário do Centro Oeste, atuava de forma ilegal em Ponta Porã.
Defendendo os interesses da empresa, um pequeno grupo de pessoas trancou ma passagem de veículos automotores na MS 164, provocando um grande transtorno para quem precisava ir e vir. Muitos se arriscaram a atravessar o bloqueio a pé e tiveram que caminhar cerca de 5 quilômetros até conseguirem outra condução para chegar até Ponta Porã. A Policia Militar Rodoviária Estadual esteve no local e fez o desbloqueio de forma pacífica.
O setor de transporte público de Ponta Porã está em fase de regulamentação. No ano passado a Câmara de vereadores aprovou uma lei Municipal, a qual diz que a concessão será feita mediante licitação pública, o que vai ocorrer provavelmente no primeiro semestre deste ano. Antes da licitação, somente a empresa Medianeira,que está com a concessão vencida desde 2010 possui permissão para atuar no município. Qualquer outra empresa é ilegal.
Sem os conhecimentos necessários para debater o assunto, pessoas que seriam ligadas a empresa São Jorge distribuíram panfletos apócrifos em Ponta Porã acusando o pode executivo Municipal e até o Ministério Público Estadual de estarem agindo para beneficiar uma unica empresa. O que eles não informaram é que o processo licitatório ainda não ficou pronto e todas as empresas que preencherem os requisitos legais poderão participar. Outro ponto destacado é que o manifesto é declaradamente em favor da referida empresa, que segundo o município está ilegal e não pela melhoria da qualidade do serviço de transporte a comunidade do Assentamento Itamarati.
Vários moradores do assentamento foram ouvidos e muitos deles reclamaram que tinha exames e hora marcada do Centro de Especialidade João Kayatt e devido ao bloqueio da estrada acabaram chegando atrasados e tiveram seus exames e consultadas marcadas para daqui a alguns dias ainda.


