17/02/2016 07h10
Com anúncio, tucano joga um balde de água fria nas pretensões de Geraldo
Conjuntura Online
O ex-deputado federal Marçal Filho (PSDB) deixou a Governadoria no fim da tarde desta terça-feira (16) otimista e com o compromisso de apoio do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), para disputar a prefeitura de Dourados nas eleições de outubro.
“Sou pré-candidato a prefeito de Dourados”, disse entusiasmado Marçal Filho, que é uma das principais lideranças tucanas na região da Grande Dourados.
O anúncio sobre o apoio do governador à candidatura de Marçal joga um “balde de água fria” nas pretensões do deputado federal Geraldo Resende, pré-candidato do PMDB à sucessão do prefeito Murilo Zautih (PSB), que aguardava com grande expectativa uma manifestação favorável ao seu nome.
Geraldo Resende, inclusive, pensava em retornar ao PSDB para ser o candidato do partido na eventualidade de o secretário municipal de Saúde, Sebastião Nogueira, vencer as prévias do PMDB, marcadas para 5 de março.
A informação que se tem é que Nogueira deve desistir, deixando o caminho livre para o correligionário, que a partir de agora terá que ir para a disputa sem o apoio do governador tucano. Geraldo tem o apoio do ex-governador André Puccinelli (PMDB), que perdeu terreno depois de uma série de denúncias de irregularidades em seus governos.
Para analistas, Marçal Filho foi responsável em alavancar a candidatura da então deputada federal Marisa Serrano (PSDB) ao governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2002.
Com reduto eleitoral restrito a Campo Grande e pouco conhecida na região, a então deputada federal foi obrigada a convidar Marçal Filho para ser seu companheiro de palanque, estratégia que a levou para o segundo turno das eleições, à época, e por pouco não derrota o governador Zeca do PT, reeleito com pouco margem de votos de diferença.
Recém-filiado ao PSDB à convite do secretário Sérgio de Paula (Casa Civil), principal articulador político do governador Reinaldo Azambuja, Marçal deve enfrentar, além de Geraldo Resende, a vereadora Délia Razuk, que deve trocar o PMDB pelo PR, aproveitando a chamada janela partidária, cuja emenda deve ser promulgada nesta quinta-feira (18), pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
CAMPO GRANDE
O PSDB adiantou nesta terça-feira que vai testar a densidade eleitoral de seus membros para escolher o tucano melhor avaliado em pesquisa de intenções de voto para disputar a prefeitura de Campo Grande em outubro.
O instrumento da pesquisa de preferência popular para escolha de candidato, no entanto, não é exclusividade tucana, pois já é uma estratégia antiga usada pelo comando regional do PMDB para indicar seus candidatos na Capital.
Foi por meio da sondagem de opinião pública que os peemedebistas escolheram e foram bem-sucedidos em sucessivas eleições nas quais elegeram André Puccinelli e Nelsinho Trad, ambos por dois mandatos, prefeito da cidade.
Líder do governo Reinaldo Azambuja na Assembleia Legislativa, o deputado Rinaldo Modesto apontou pelo menos quatro nomes no partido com chance de indicação.
Entre os tucanos citados, a única novidade apontada por Rinaldo foi o nome do deputado Beto Pereira, recém-filiado, que abandonou o PDT por conta da rivalidade com o deputado federal Dagoberto Nogueira, presidente regional.
Os demais já são conhecidos — a vice-governadora, Rose Modesto, irmã do deputado, o deputado federal Elizeu Dionizio e os secretários Eduardo Riedel (Governo) e Carlos Alberto Assis (Administração).
O líder do governo garantiu que a rodada de pesquisa começa ainda esta semana. Os principais líderes tucanos, no entanto, não descartam apoio a candidatos de outras legendas.
Em recente entrevista à imprensa, o próprio Reinaldo Azambuja chegou a admitir eventual apoio ao ex-prefeito Nelsinho Trad, hoje no PMDB, como retribuição ao apoio recebido no segundo turno das eleições de 2014, quando saiu vitorioso ao derrotar o senador Delcídio do Amaral (PT).


