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Marcos Alex reconhece falha de comunicação e fica no cargo até o fim da operação

29/12/2015 06h50

Nome do substituto do coordenador do Gaeco ainda não foi divulgado pelo MPE

Correio do Estado

Em nota divulgada durante coletiva de imprensa, realizada nesta segunda-feira (28), o promotor de justiça e coordenador do Gaeco, Marcos Alex Vera de Oliveira, reconheceu falhas de comunicação que geraram divergências dentro do Ministério Público e disse que a independência do trabalho dele sempre foi respeitada pela Procuradoria-Geral de Justiça. Ele continuará no cargo até a conclusão dos trabalhos da operação Coffee Break e depois será substituído por outro promotor.

A convocação para coletiva de imprensa ocorreu em meio a notícias e publicações em redes sociais relacionando o afastamento do promotor a “pressões políticas” de pessoas denunciadas no relatório feito por Marcos Alex. No domingo (27), grupo de 100 pessoas chegou a ir até a sede do Gaeco, onde promoveram abraço cívico em favor do promotor.

As divergências dentro do MP surgiram depois de o promotor ter comentado o relatório final da operação Coffee Break, antes mesmo de entregar o documento ao Procurador-Geral de Justiça de MS, Humberto de Matos Brites de qual é subordinado. Na ocasião, o promotor teria reagido a repreensão do procurador-geral de Justiça mandando o chefe “tomar no meio do c…!!!” em mensagem trocada no pelo WhatsApp.

Mas conforme a nota publicada por Marcos Alex, as divergências foram completamente resolvidas.

O procurador-geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos esclareceu que o promotor havia solicitado desligamento do cargo em dezembro de 2014, antes mesmo da repercussão da operação Coffee Break.

Passos reforçou que Marcos Alex continuará no cargo até a conclusão dos trabalhos da Coffee Break que deve ocorrer em até 60 dias. O nome do promotor que assumirá o cargo ainda não foi definido.

Sobre a possibilidade da instauração de procedimento da Corregedoria do Ministério Público contra Marcos Alex, Passos informou não ter conhecimento, reforçando que o promotor é considerado “profissional exemplar”.
Em relação a possível falta de consistência no relatório apresentado pelo promotor, Passos pontuou que o relatório é apenas um resumo das investigações. Segundo ele, além da análise do documento é preciso avaliar as provas.

O procurador reforçou ainda que, para o Ministério Público, existem provas suficientes para condenação dos culpados nessa operação.

A OPERAÇÃO

A Coffee Break apura um esquema de compra de votos para cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal, envolvendo vereadores da Câmara Municipal e empresários da Capital.

O inquérito foi aberto assim que a Polícia Federal (PF) identificou conversas suspeitas durante a Operação Lama Asfáltica.

Durante as investigações, o presidente da Câmara Municipal, Mário César, e o prefeito da Capital, Gilmar Olarte, foram afastados do cargo por determinação judicial. Além disso, vereadores tiveram celulares apreendidos e periciados.

Procurador Paulo Cezar dos Passos durante coletiva de imprensa (Foto: Maressa Mendonça/Portal Correio do Estado)