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sábado, 17 de outubro, 2026

Mastologista diz que Outubro Rosa cria consciência

05/10/2016 08h50

Ana Teresa Gusmão de Lucia, especialista em ginecologia e mastologia, afirma que campanha faz a mulher entender que prevenção é fundamental para evitar câncer de mama

O Progresso

A ginecologista e mastolgista Ana Teresa Gusmão De Lucia é uma entusiasta da campanha Outubro Rosa, que nasceu nos Estados Unidos como forma de conscientizar as mulheres para a importância da prevenção do câncer de mama e que se espalhou pelo mundo inteiro. “O Outubro Rosa ajuda a criar consciência nas mulheres sobre a prevenção dessa doença que é a segunda maior causa de morte das mulheres no Brasil”, explica a Drª Ana Teresa.

Ela abriu espaço na apertada agenda na tarde de ontem para receber a reportagem de O PROGRESSO e alertar as pessoas sobre a importância dessa campanha para a saúde da mulher. “Essa campanha chama a atenção da mulher, dos familiares da mulher, os filhos, o marido, todos cobram a realização de exames preventivos”, relata. “É fundamental lembrar que além da doença ser de alta mortalidade, quando o câncer é diagnosticado na fase inicial ele tem até 95% de possibilidades de cura, ou seja, mesmo em paciente assintomáticos, que são aqueles que não apresentam sintomas, os índices de cura são altos e os tratamentos menos agressivos”, completa.

De acordo com a médica, apesar da campanha ocorrer em outubro, a prevenção deve ser todo o ano. “O Outubro Rosa serve para fazer a mulher lembrar da prevenção, para se perguntar se fez a mamografia naquele ano, se está fazendo o autoexame”, explica. “A campanha também tem sido importante para fazer a mulher vencer medos dos exames, sobretudo da mamografia, bem como observar melhor as mudanças no próprio corpo”, observa.

A Drª Ana Teresa relata ainda que o componente hereditário não é o principal fator de risco no câncer de mama. “Apenas 15% dos casos de câncer de mama estão relacionados com fatores familiares, de forma que os fatores de risco para essa doença estão presentes na vida moderna como os hábitos reprodutivos, com a mulheres mestruando mais cedo e tendo a menopausa mais cedo, tendo menos filhos, amamentando menos e mestruando mais, além da obesidade, sedentarismo, do tabagismo, do consumo de alimentos industrializados”, orienta a Drª Ana Teresa.

Ela lembra números do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontando que quase 60 mil novos casos de câncer de mama devem ser diagnosticados em 2016. Estudo da Sociedade Brasileira de Mastologia revelou que o risco de contrair a doença aumenta consideravelmente em mulheres na pré e pós-menopausa que apresentam ganho de gordura corporal, especialmente na região abdominal. “Diante disso, a recomendação é para a adoção de alimentação saudável com pouca ingestão de gordura e álcool, assim como a prática de atividades físicas”, ressalta a Drª Ana Teresa.

Ela reforça ainda que a mamografia e o autoexame também são essenciais, já que podem acusar um diagnóstico de doenças mamárias. “A origem do câncer de mama é multifatorial e, por isso, não sabemos quem terá a doença durante a sua vida, portanto todas as mulheres devem fazer exames periódicos para possibilitar a detecção precoce do câncer de mama ou, melhor ainda, detectar lesões pré-cancerosas”, completa. “O ideal é a realização da mamografia uma vez por ano a partir dos 40 anos”, finaliza a Drª Ana Teresa.

Sintomas – A mulher deve procurar ajuda de um mastologista em casos de caroço, vermelhidão, pele endurecida, áreas estufadas, feridas, coceiras, saída de líquido do bico do peito (sem apertar) de cor vermelha ou transparente como a água ou local endurecido.

O diagnóstico precoce é importante para o tratamento da doença, isto porque quanto menor o tamanho da doença menos agressivo será o tratamento e com mais chances de cura, podendo alcançar até 95%.


Médica mastologista Ana Teresa Gusmão De Lucia destaca importância da campanha Outubro Rosa. (Foto: Hédio Fazan)