MDS debate violência contra as mulheres e estratégias de enfrentamento

Como parte das ações do Mês da Mulher, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) promoveu, nesta terça-feira (31.03), a roda de conversa “Violência contra as mulheres no Brasil: desigualdade, cultura e caminhos para transformação”. O evento, organizado pelo Comitê de Gênero, Raça e Diversidade (CPGRD), reuniu especialistas e gestoras para discutir estratégias de proteção e os desafios impostos pelas desigualdades estruturais.

Na abertura do debate, Lígia Luís de Freitas, chefa de gabinete da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência do Ministério das Mulheres  destacou como o machismo e o patriarcado sustentam as disparidades de gênero no país. Lígia também alertou para o crescimento da “machosfera”, ambientes digitais que propagam misoginia e discursos de ódio, e defendeu o fortalecimento do Plano Nacional de Combate ao Feminicídio, além da inclusão de pautas de gênero nos currículos escolares como forma de prevenção.

Além disso, o debate trouxe à tona a interseccionalidade da violência. Erika Santos, assessora de Participação Social e Diversidade, pontuou que o combate ao problema é indissociável da questão racial. “Não é possível falar sobre violência de gênero sem falar de raça”, afirmou.

A realidade das mulheres em extrema vulnerabilidade também foi destacada na fala de Joana Darc Bazílio, vice-presidente do CIAMP-Rua Nacional. Ao compartilhar sua vivência, Joana ressaltou que a trajetória das mulheres em situação de rua exige um olhar humanizado e qualificado por parte do Estado, lembrando que o reconhecimento dessas histórias é o primeiro passo para ações efetivas. No suporte direto à sociedade, Nayara Belle, consultora da Ouvidoria-Geral do MDS, explicou como o órgão atua na escuta e no encaminhamento de demandas de assédio e violência, reforçando que o acesso facilitado à informação e aos programas sociais é uma ferramenta poderosa para quebrar ciclos de violência.

Por fim, a delegada da Polícia Civil do Distrito Federal  Karen Langkammer diferenciou o feminicídio de outros crimes contra a vida, enfatizando que a motivação de gênero é o que define essa violência específica. A delegada defendeu que o enfrentamento deve ser preventivo, identificando sinais precoces antes que as situações se agravem. “Por meio da informação queremos salvar vidas”, pontuou. Para auxiliar nesse processo educativo, a delegada disponibiliza materiais gratuitos e uma cartilha de proteção em seu portal.

Assessoria de Comunicação – MDS 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome