MDS lança cartilha sobre a importância dos cuidados e acolhimento para mulheres em tratamento contra o câncer

Foto: Mayara Vita / MDS

O Comitê Permanente de Gênero, Raça e Diversidade do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) lança, nesta quinta-feira (26.03), Dia da conscientização sobre o câncer de colo do útero, uma cartilha sobre a importância dos cuidados masculinos para as mulheres em tratamento contra o câncer. De forma complementar, o material também aborda os direitos – como os previdenciários, sociais, trabalhistas e tributários – para pacientes nesse processo.

Acesse a cartilha aqui

A publicação destaca a importância do apoio às mulheres durante o tratamento de doenças graves como o câncer. Apresenta orientações voltadas a quem recebe o diagnóstico de suas companheiras e assume o papel de cuidado ao longo do tratamento, reforçando a importância da presença e do acolhimento nesse processo.

Para ilustrar e inspirar mudanças, o MDS reuniu depoimentos de três homens que assumiram o papel de cuidadores de suas companheiras durante o enfrentamento do câncer. Clóvis, Sávio e Rodrigo compartilharam suas dores e alegrias no trabalho do cuidado.

Clóvis de Assis Geraldo Filho e Belisária Gomes da Silva Geraldo, casados há 34 anos, enfrentaram juntos o diagnóstico de câncer de mama dela em 2017. Belisária, que já havia superado um AVC em 2014, conta que o apoio do marido foi constante durante todo o tratamento.

“Ele me acompanhou em todas as quimioterapias. Eu saía da quimioterapia, ia para casa da minha sogra, dormia e à noite a gente ia para a oração, como se nada tivesse”, relembra, destacando que a médica chegou a elogiar Clóvis por ser o único marido presente no hospital.

Clóvis descreve a experiência como um divisor de águas, onde o companheirismo e a fé foram essenciais para a superação. “Valoriza a mulher que Deus colocou na sua vida. Se ponha no lugar dela. É nesse momento que você é testado, que você prova se ama ou não. Cuida da sua esposa, dê todo apoio, porque a vida dá muitas voltas e amanhã pode ser você na situação dela”, aconselha.

Já a história de Sávio de Oliveira Mororó e Rosa Maria Rodrigues Mororó é marcada pela resiliência e pela experiência prévia. Sávio já havia cuidado da primeira esposa, que faleceu em decorrência da doença.

Quando Rosa recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 2017, poucos meses após iniciarem o namoro. “Eu de pronto falei para ela que, embora a gente estivesse só namorando, eu ia fazer uma união estável para que ela pudesse entrar no meu plano de saúde e iniciar o tratamento”, relembra Sávio.

Rosa conta que o apoio dele foi primordial. “Todas as quimios que eu fiz, ele estava lá junto comigo. As noites que eu ficava sem dormir, ele ficou sem dormir junto comigo. Em todas as oito cirurgias que fiz, ele se internou junto comigo”, detalha.

Rodrigo Emanuel Santana Borges e Gissele se aproximaram durante a pandemia e, quando ela recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 2024, ele já tinha a dolorosa experiência de ter perdido o pai para a doença. Apesar do histórico de abandono que muitas mulheres enfrentam, Rodrigo nunca cogitou se afastar. “Nunca me ocorreu de soltar a mão da Gi. A gente tava junto, fazendo uma história”, afirmou.

Gissele, que passou por oito cirurgias, perda de cabelo e diversas intercorrências de saúde, revela que, apesar de ter dado a opção para ele ir embora, a resposta foi firme. “Ele falou: ‘De jeito nenhum, eu vou estar com você sempre, do início ao fim, em todo momento’.


Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome