O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quarta-feira, 11 de março, a pedra fundamental do Hospital Universitário da Universidade Federal de Ouro Preto (HU-Ufop) no município de Mariana, Minas Gerais. A unidade receberá investimento de R$ 228,5 milhões, provenientes do Acordo do Rio Doce, que contempla ações de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana, em 2015. A solenidade contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana; do reitor da Ufop, Luciano Campos; e do presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro.
Durante a agenda, o ministro destacou que a ampliação dos hospitais universitários é uma diretriz do governo federal com o intuito de ofertar atendimento público, gratuito e de qualidade. “O presidente Lula nos deu a determinação de que nenhum estado do Brasil deixe de ter um hospital universitário, com dois objetivos: garantir a formação de profissionais, que é fundamental, e ampliar o atendimento à população por meio da rede do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou.
Na ocasião, o reitor da Ufop, Luciano Campos, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da universidade, além dos impactos positivos que o projeto vai gerar. “Hoje é um momento de festa para a nossa universidade. Este é um hospital que vai mudar a realidade de toda essa região e, principalmente, contribuir para a formação de profissionais da área da saúde”, ressaltou.
A nova estrutura será gerida pela Ebserh e busca suprir a falta de atendimentos de saúde de média e alta complexidade na região e terá 246 leitos, sendo 225 de internação e 21 de observação. O HU-Ufop oferecerá unidade de decisão clínica referenciada; setor de internação para cuidados clínicos e cirúrgicos; terapia intensiva; serviços de medicina diagnóstica e laboratorial; e estrutura especializada para o tratamento de câncer.
Além disso, contribuirá para o fortalecimento do ensino, da pesquisa e do desenvolvimento local, com uma força de trabalho estimada em mais de 600 profissionais. A expectativa é que as obras sejam iniciadas em novembro deste ano, com prazo estimado de 30 meses.
Ufop – Além da construção do HU, a Ufop conta com investimentos do Novo PAC para a melhoria da infraestrutura dos campi, como a revitalização do Centro de Convergência em Ouro Preto – obra que também recebeu a visita do ministro nesta quarta-feira (11) – e a construção de estruturas acadêmicas no Campus João Monlevade.
O Novo PAC também financiou a implementação, nesta gestão, do Campus Ipatinga com recursos que somam R$ 60 milhões. A unidade foi credenciada pelo MEC em novembro de 2025 e iniciará suas atividades acadêmicas em 30 de março de 2026, com o curso de pedagogia, oferecendo 100 vagas anuais nos turnos vespertino e noturno.
Criada em 1969, a Ufop está presente em Ouro Preto, Mariana, João Monlevade e Ipatinga. A instituição oferta 56 cursos de graduação a quase 12 mil estudantes matriculados, além de 35 programas de pós-graduação para mais de 2,2 mil estudantes.
Acordo – O Novo Acordo do Rio Doce é um instrumento jurídico firmado entre o Governo do Brasil, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e as empresas responsáveis pela barragem. O acordo repactua as ações de reparação que vinham sendo executadas desde 2016 e que não asseguraram, à época, a reparação integral dos danos. O valor global é de R$ 170 bilhões, sendo R$ 100 bilhões destinados aos poderes públicos — dos quais R$ 49,1 bilhões à União —, R$ 32 bilhões em indenizações individuais e obrigações de fazer, e R$ 38 bilhões já executados anteriormente.
Resumo | Mais educação para Minas Gerais
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Ensino Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação

