Correio do Estado
Terceira maior população indígena do país está em risco enquanto pandemia avança
Com o avanço da pandemia, como indígenas indígenas do Mato Grosso do Sul, tornam-se alvos fáceis para o novo coronavírus. A vulnerabilidade também está ligada à dificuldade de alocação de recursos humanos para tratamento nas aldeias.
O Governo do estado revelou com exclusividade para o Correio do Estado que nas próximas semanas uma organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) deve assumir como medidas para contenção da covid-19 nas aldeias.
Em resposta a esta reportagem, a assessoria da MSF confirmou estar em tratativas com autoridades do estado e que “ o efetivo efetivo do trabalho e as definições concretas quanto ao tamanho da equipe ainda dependente de alguns fatores e autorizações”.
O secretário revelou que, para resolver o problema de falta de profissionais da saúde, parceira com um MSF deve ser nas medidas de preservação e tratamento dos povos indígenas.
De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) até quinta-feira, 13, às 11h10 da manhã eram 24 561 indígenas infectados pela covid-19, 667 mortos e 146 povos indígenas diferentes contagiados em todo o Brasil.
Na vive de divulgação do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o secretário, Geraldo Resende, fala com preocupação da situação indígena há pelo menos um mês.
“Desde o final de fevereiro, criamos um plano amplo de intervenção nas aldeias do estado juntamente à Sesai]. Porque sabíamos que lá estão como mais vulneráveis ”, recorda ele.
Geraldo comenta que ações como essa envolvem colaboração. “Os municípios estão ajudando bastante. A Sesai, no entanto, sofre por problemas de recursos humanos e afastamento de diretores e funcionários por problemas de saúde ”.
Segundo Geraldo Resende o estado deve receber na próxima semana cerca de 6 toneladas de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), para atender a medidas de combate à Covid-19 e como demandas de uma doença que se expande com muita força em MS.

