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Michel Teló se aventura em musical de ‘Bem Sertanejo’ nos palcos do teatro

19/04/2017 08h40

Cantor fez sucesso com quadro e agora lança nova proposta.

Midiamax

O músico Michel Teló mostra mais uma faceta de seu talento em “Bem Sertanejo – O Musical”, ambientado no teatro com três apresentações em São Paulo, e que seguirá por outras cidades. O cantor, que começou em Campo Grande, se aventura nos palcos após trabalhar com sucesso o quadro “Bem Sertanejo”, do “Fantástico”, da Globo, exibido entre 2014 e 2015. No quadro original, ele mostrou a história do gênero musical com ajuda de duplas como Fernando & Sorocaba, Zezé Di Camargo & Luciano, entre tantos nomes.

O quadro logo inspirou um livro de mesmo nome e agora vira o musical que deve ser apresentado em Porto Alegre, Curitiba, Rio, Brasília, Belo Horizonte até terminar em Ribeirão Preto (2 a 4 de junho). “Quando estouramos com a música Fugidinha, percebi a necessidade de fazer um projeto de raiz”, conta Teló. “Foi quando surgiu o quadro no Fantástico e as pessoas se identificaram tanto que lançamos o livro. Mas eu queria um musical, só que eu e minha equipe não tínhamos o conhecimento necessário”.

A criação foi entregue a um especialista: Gustavo Gasparani, que assumiu a direção além de ser autor do texto e do roteiro musical. Em seu currículo, ele ostenta uma empreitada da mesma envergadura, SamBRA, musical estrelado por Diogo Nogueira em 2015 e que contou a história do samba. Bem Sertanejo segue pela mesma trilha – conta a trajetória e a formação da música caipira e da cultura interiorana do Brasil país de forma poética e não cronológica. O primeiro ato é completamente rural, lírico, entremeado por poemas de Cora Coralina, Manoel de Barros e inspirado no universo de Guimarães Rosa.

Já o segundo ato é marcado pela trajetória de artistas caipiras, como Angelino de Oliveira, Raul Torres, João Pacífico, Tonico & Tinoco, Tião Carreiro, entre outros. Aqui, são mostradas as primeiras apresentações pelo interior até chegar à cidade grande. O sertão mítico, isolado do resto do País, torna-se ultrapassado à medida que sofre com os efeitos do progresso e da globalização. “Proponho uma viagem pelos nossos interiores – memórias, infância, descobertas -, resgatando, assim, o sertão que há em cada um de nós e, ao mesmo tempo, um contato direto com nossas raízes culturais”, conta Gasparani.

Michel Teló se aventura em musical de 'Bem Sertanejo' nos palcos do teatro