Categoria aponta que precariedade pode ter motivado a criação da Polícia Municipal
26/02/2019 12h – Midiamax
Os policiais e bombeiros militares de Mato Grosso do Sul enviaram um ofício nesta segunda-feira (26) ao Governo do Estado com reivindicações da categoria e pedem uma negociação salarial. A categoria aponta a precariedade como um dos motivos pelo qual a Prefeitura de Campo Grande mudou o nome da Guarda para Polícia Municipal.
Conforme ofício divulgado pela AME-MS (Associação dos Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul), as negociações salariais de 2019 devem ser iniciadas imediatamente. A revisão salarial estava prevista para o mês de maio. “Tendo em vista que nos últimos quatro anos, nem as perdas inflacionárias da classe foram repostas, causando com isso um grande prejuízo financeiro”, justifica a categoria.
A Associação afirma que os PMs e Bombeiros estão com atas de promoção estatuárias em atraso, com a justificativa de adequação de pessoal. Entretanto, a AME ressalta que foram feitas inúmeras nomeações e reajustes para cargos do executivo.
A categoria ainda reclama sobre a precariedade da profissão, com déficit no efetivo, falta de viaturas, coletes vencidos e prédios sem condições. Os militares afirmam que a falta de estrutura pode ter motivado a criação do nome de ‘Polícia Municipal’ para a Guarda em Campo Grande. Com estes argumentos, a Associação pede uma audiência em caráter de urgência para tratar das reivindicações dos militares.
O Jornal Midiamax entrou em contato com o Governo do Estado para saber se há possibilidade de negociação, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.


