Na manhã desta quarta-feira (19), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do painel de abertura da Quinta Edição do Fórum Saúde EMS Esfera: Soberania de Tecnologia – Impulsionando a Indústria Nacional. O encontro reuniu autoridades dos Três Poderes, agências reguladoras e o setor produtivo para debater inovação, produção nacional, soberania tecnológica e os rumos da saúde e da indústria farmacêutica no país.
Padilha destacou a importância dos novos marcos regulatórios e dos investimentos voltados à redução da dependência tecnológica e produtiva do SUS, como a regulação da Lei nº 14.874/2024, que instituiu o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-industrial da Saúde.
“Hoje, a gente já produz biológicos, um deles 100% com tecnologia já apropriada no nosso país, permitindo acesso, sustentabilidade e segurança à nossa população. Também já contamos com três plataformas de vacinas de RNA no Brasil”, afirmou o ministro.
Durante o painel de abertura, o ministro usou o exemplo da fabricação nacional de análogos de GLP-1, como a semaglutida, para mostrar que a combinação de política pública, pesquisa e a capacidade da indústria brasileira ampliam o acesso da população a medicamentos, reduzem custos, fortalecem o desenvolvimento tecnológico e criam condições para que o país se torne produtor e exportador de tecnologias.
“Ampliar acesso a um produto e um conjunto de medicações que já existem, por si só, é muito importante. Mas estamos absolutamente convencidos de que se trata de uma nova plataforma tecnológica, que hoje é muito importante para o diabetes, é muito importante para obesidade, mas essa plataforma tecnológica no futuro pode ter um papel muito decisivo em outras doenças crônicas, com outros problemas de saúde”, afirmou o ministro.
Na área de pesquisa clínica, o Brasil aumentou em 30% sua participação relativa no cenário mundial em 2025. O avanço está associado, entre outros fatores, à capacidade das instituições de pesquisa, à capilaridade do SUS e à participação da indústria na realização de estudos clínicos no país.
Ana Freitas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde

