11/09/2014 07h40
Segundo a revista “Veja”, Costa afirmou, em delação premiada a procuradores federais, que políticos do PMDB, PP, PT e PSB receberam propina de fornecedores da estatal
UOL
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras recebeu nesta quarta-feira (10) documentos encaminhados pelo ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal). Os documentos são referentes à Operação Lava Jato, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro.
A secretaria da comissão, no entanto, não deu mais detalhes se entre os documentos está incluído o depoimento da delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa.
Segundo a revista “Veja”, Costa afirmou, em delação premiada a procuradores federais, que políticos do PMDB, PP, PT e PSB receberam propina de fornecedores da estatal. Em troca da delação, o ex-diretor espera obter redução da pena de uma futura condenação.
O ex-diretor citou o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), a governadora da Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), os ex-governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), morto em 13 de agosto, como pessoas que teriam recebido propina.
Costa mencionou ainda os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro Nogueira (PP-PI); os deputados federais Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC); o ex-ministro das Cidades Mario Negromonte (PP) e o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto.
A CPI mista – composta por deputados e senadores – da Petrobras marcou para a próxima quarta-feira (17) o depoimento de Costa na comissão. Ele está preso em Curitiba por envolvimento com o doleiro Alberto Youssef. O ex-diretor é investigado por tentar destruir provas sobre o esquema milionário de lavagem de dinehiro invetsigado pela operação Lava Jato.
O depoimento foi marcado em reunião de emergência com líderes parlamentares após o vazamento de informação sobre a delação premiada de Costa. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o vazamento de informações.


