MJSP lança projeto Protegendo Futuros, em parceria com União Europeia e UNODC

Evento da Senad reuniu representantes do UNODC e da União Europeia. Foto: Isaac Amorim/MJSP

Brasília, 20/3/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), lançou o projeto Protegendo Futuros. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira (20), no Palácio da Justiça, em Brasília (DF).

A iniciativa resulta de uma parceria do Governo do Brasil, com implementação pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e financiamento da União Europeia (UE). O projeto reforça o compromisso do Brasil em prevenir e combater o aliciamento e a exploração de crianças e adolescentes pelo crime organizado, além de fortalecer a cooperação entre instituições para a proteção infantojuvenil, elemento essencial para a segurança pública.

“O enfrentamento ao aliciamento de crianças exige atuação integrada nos territórios, com educação, assistência social, saúde e segurança pública trabalhando de forma articulada. Esta ação reafirma uma diretriz central da Política sobre Drogas no Brasil: prevenir violências e promover proteção por meio do cuidado, da inclusão e da garantia de direitos”, afirmou a titular da Senad, Marta Machado.

Estima-se que, anualmente, 1 bilhão de crianças e adolescentes no mundo sejam vítimas de violência ou negligência. Eles representam cerca de 15% de todas as vítimas de homicídio intencional, com o crime organizado causando níveis de violência comparáveis aos observados em conflitos armados.

No Brasil, 2.489 mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos foram registradas apenas em 2022, com forte concentração entre adolescentes negros do sexo masculino, residentes em territórios marcados por vulnerabilidades estruturais e presença do crime organizado.

O projeto será desenvolvido por meio de quatro pilares: conscientização global, reformas legais, capacitação de profissionais e colaboração com comunidades. As ações incluem produção de dados sobre aliciamento, apoio a reformas legais, capacitação de profissionais e iniciativas comunitárias em áreas vulneráveis.

“Devemos adotar uma abordagem unificada e coordenada, que transcenda fronteiras geográficas e mandatos institucionais e reflita nossa responsabilidade compartilhada de proteger crianças e adolescentes e de salvaguardar nossas sociedades das ameaças do crime e da violência”, afirmou a chefe da Unidade de Ameaças e Desafios Globais e Transregionais da União Europeia, Maria Rosa Sabbatelli.

A coordenadora do Programa Global para Acabar com a Violência contra Crianças do UNODC, Alexandra Martins, destacou “a visão ousada do Brasil e seu compromisso em enfrentar ameaças urgentes à segurança e ao bem-estar de crianças e adolescentes, ao mesmo tempo em que promove uma transformação mais profunda nos sistemas responsáveis pelo cuidado e pela proteção desse público”.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública