16/03/2017 06h10
A agência de classificação subiu a perspectiva de ‘negativa’ para ‘estável’ por melhoras no cenário econômico, na política e na Petrobras
Veja.com
A agência de classificação de risco Moody’s divulgou nesta quarta-feira que subiu a perspectiva da nota de crédito do país de “negativa” para “estável”. A medida não altera a classificação soberana do Brasil, que permanece em Ba2, abaixo do grau de investimento, mas indica que a percepção sobre a economia do país melhorou. A perspectiva negativa, na prática, indicava possibilidade de novo rebaixamento.
Segundo a Moody’s, a alteração desta quarta-feira foi motivada por melhoras em três fatores: as condições macroeconômicas, os riscos políticos e a situação de entidades ligadas ao poder público, como a Petrobras. A agência considera que há impacto positivo no cenário por causa da estabilização da economia, com sinais de crescimento, queda da inflação e reformas fiscais.
No lado político, a Moody’s considera que as instituições têm demonstrado condições de fazer as mudanças necessárias, o que reduz a instabilidade. “A incerteza política que pesou na avaliação do Brasil diminuiu em relação a um ano atrás, dando suporte a uma maior eficácia em passar reformas fiscais, e sugerindo que as instituições começam a funcionar mais efetivamente”, diz o texto da agência.
Em relação à Petrobras, a agência de risco avalia que a companhia tem enfrentado seus problemas com medidas como venda de ativos e com a nova gestão.
A Moodys foi a última das três grandes agências de risco a tirar o grau de investimento do Brasil, em dezembro de 2016. Uma boa classificação pela agência, junto com Standard & Poor’s e Fitch permite ao país pagar menos juros quando empresta dinheiro nos mercados internacionais. O “selo de bom pagador” também é exigido por fundos de investimento para fazer aplicações.
Comemoração
O Ministério da Fazenda comemorou a melhora na perspectiva da agência, que considerou como decorrente das ações tomadas pelo governo. “A reavaliação pela Moody’s é um reconhecimento importante dos recentes esforços na recuperação fiscal e destaca os benefícios a serem alcançados com a efetivação das reformas”, disse a instituição em nota.


