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terça-feira, 20 de outubro, 2026

Moradores relatam transtornos provocados pelo lixo jogado na região

06/06/2014 17h40

“A sujeira jogada aqui causa muitos transtornos para os moradores. Corremos risco de contrair doenças todos os dias por causa dos insetos e animais atraídos pelo lixo.”, desabafou a moradora Nelly Olguin, ao lado do estudante João Gabriel que também participou da atividade ecológica

Jornal Regional

O local escolhido para a manifestação referente ao Dia do Meio Ambiente, tem um grande significado para Ponta Porã. Ali estão concentradas algumas nascentes do principal rio que corta a área urbana do município. Para a Academia Pontaporanense de Letras tem um significado ainda maior, pois, justamente no lançamento da entidade, foi feita uma mobilização parecida no ano de 1993. De lá, para cá, quase nada foi feito em termos de preservação das nascentes. E, para piorar a situação, muita gente usa o local para jogar lixo doméstico, animais mortos, garrafas de vidro e muito material plástico, contaminando o leito do rio.

Uma das pessoas mais entusiasmadas com a iniciativa liderada pela Academia Pontaporanense de Letras foi a aposentada Nelly Olguin, que mora bem perto das nascentes do São João. Convidada pela professora Elza Verão, ela fez questão de participar da atividade e foi uma das que mais coletou resíduos jogados no local.

“Infelizmente quem mais sofre com esta situação somos nós que moramos bem perto daqui. O lixo deixado aqui causa muitos transtornos. Lá em casa é comum aparecer ratazanas, insetos e até mesmo um animal grande que a gente nem sabe o que é. Parece até uma raposa. São animais que vêm atraídos pelos restos de alimentos jogados no meio do lixo. Até animais mortos as pessoas vêm jogar aqui”, afirma.

Segundo Nelly, que mora na região há cinco anos, o local deveria abrigar uma área que pudesse atrair até mesmo os turistas, “pois aqui a natureza caprichou. Se não fosse a sujeira jogada pelas pessoas, aqui seria um dos lugares mais bonitos da cidade”, afirmou.

O estudante João Gabriel Portilho, também se engajou na mobilização. “Não podemos fechar os olhos para esta triste realidade. É nosso dever ajudar na preservação ambiental”, frisou. O menino Davi Meurer, de 8 anos, também ajudou na coleta de materiais jogados na região das nascentes. “A gente procura sempre conservar o que a natureza nos oferece. Por isso, estou aqui hoje, por vontade própria, pois cuidar do meio ambiente é importante”.

“Conheço este local desde que cheguei em Ponta Porã a 56 anos atrás. É uma pena que esteja deste jeito”, relatou dona Edna, que acompanhou a movimentação promovida pela Academia Pontaporanense de Letras. “Estamos aqui porque acreditamos na conscientização das pessoas como forma de auxiliar na conservação dos recursos hídricos de nossa cidade”, destacou Marineusa Balestieri, presidente da Casa da Amizade Fronteira.

No final da atividade o secretário de Obras do município, João Sandri, compareceu no local comprometendo-se em mandar uma equipe para recolher o que foi coletado simbolicamente pelos participantes do ato em defesa da natureza. Ele elogiou a iniciativa e disse que é fundamental a participação da comunidade no trabalho de manter a cidade limpa, zelando pelos recursos ambientais.

Foto: Jornal Regional