O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que as mensagens trocadas com o jurista Lenio Luiz Vorcaro, investigadas pela Polícia Federal (PF), não tinham como destinatário direto o magistrado. As declarações de Moraes surgem após a PF identificar registros de envio de mensagens para um número de telefone que estaria salvo na agenda de contatos como “Alexandre Moraes”.
A investigação apura a possível influência em decisões judiciais e busca entender a natureza da comunicação entre o jurista e o ministro. Segundo a defesa de Moraes, as mensagens em questão nunca foram direcionadas a ele, indicando que o conteúdo seria para outra pessoa ou que houve algum tipo de equívoco na interpretação dos registros.
A Polícia Federal, por sua vez, continua a análise dos dados para determinar a veracidade das alegações e o contexto das comunicações. A existência de um contato salvo com o nome do ministro em um aparelho ligado a Vorcaro levanta questionamentos sobre a extensão e a finalidade das trocas de mensagens, que agora são objeto de escrutínio pelas autoridades competentes.

