25/02/2016 15h50
O procedimento para corrigir uma anomalia congênita no coração foi realizado na terça-feira (23), e durou aproximadamente 4 horas.
O “indiozinho” Edemar Gonçalves da Silva, 4 anos, morreu hoje (25) – a 0h20 –, no CTI (Centro de Terapia Intensiva) Pediátrico da Santa Casa de Campo Grande, onde se recuperava da cirurgia cardíaca que foi submetido há dois dias.
O procedimento para corrigir uma anomalia congênita no coração foi realizado na terça-feira (23), e durou aproximadamente 4 horas. Em seguida, Edemar foi encaminhado para o CTI, onde deveria se recuperar e ser acompanhado por 72 horas – período de maior risco após a cirurgia –, porém ele não resistiu e morreu no início da madrugada desta quinta-feira (25).
O menino esperava desde dezembro de 2014 pelo procedimento, que era considerado de grande risco. No fim da tarde de ontem (24), os rins de Edemar paralisaram, o que agravou o estado de saúde dele. A Santa Casa chegou a informar que o falecimento aconteceu às 5 horas, porém a informação foi corrigida, pois o falecimento aconteceu a 0h20.
A Santa Casa ainda não divulgou onde e quando irá acontecer o velório e o sepultamento do “indiozinho”, mas provavelmente o corpo do garoto será levado para a Aldeia Jaguapiru, em Dourados – a 230 quilômetros de Campo Grande –, onde vive o tio materno e a irmã que cuidavam de Edemar.
O hospital informou que por conta da gravidade do caso de Edemar, a cirurgia chegou a ser marcada e cancelada pelo menos três vezes. O centro cirúrgico e o leito da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) que ele iria usar foram reservados nas ocasiões, mas todas as vezes a equipe médica responsável cancelou o procedimento, após exames clínicos do garoto mostrem problemas que poderiam atrapalhar a cirurgia. Entre os itens estabelecidos como critério estavam a capacidade de oxigenação e cicatrização do paciente.
Na semana passada ele teve um exame pré-cirúrgico adiado pela Santa Casa, após apresentar alterações em um hemograma. A análise sanguínea foi realizada no dia 15 de fevereiro, quando também estava marcado o ecocardiograma – um exame de ultrassom que avalia o funcionamento do coração. Porém o procedimento cardíaco foi adiado pelos médicos, isso porque o exame de sangue mostrou que Edemar tem déficit de vitaminas no organismo.
No dia 4 de fevereiro, o “indiozinho” realizou um procedimento pré-operatório conhecido como embolização – técnica que o preparou para a cirurgia. Ele precisou ficar internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva), por 24 horas e só retornou para o quarto, onde mora desde outubro de 2015, no dia 5.


