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terça-feira, 11 de agosto, 2026

Mortes por síndrome respiratória aumentam 27% em Campo Grande

SRAG é uma complicação de infecções respiratórias que causam sintomas como falta de ar, febre, tosse e baixa oxigenação no sangue. 

Campo Grande registra 1.103 casos confirmados e 145 mortes por SRAG (síndrome respiratória aguda grave) em 2026, segundo o Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde). Em pouco mais de um mês, o número de óbitos saltou 27,2% na Capital e os casos aumentaram 28,5%.

SRAG é uma complicação de infecções respiratórias que causam sintomas como falta de ar, febre, tosse e baixa oxigenação no sangue. Dos 1,1 mil casos, 364 foram causados por VSR (vírus sincicial respiratório), 331 por rinovírus e outros 246 por influenza. O restante é relacionado ao vírus da covid-19, ao metapneumovírus e a outros.

No entanto, a maior parte dos óbitos (77) não tem causa especificada. Entre as mortes com causa confirmada, 37 são relacionadas à influenza, 21 ao rinovírus, cinco à covid-19 e outros cinco ao VSR. Os dados são atualizados até o dia 8 de agosto de 2026, segundo o informe semanal do Cievs.

Alta de quase 30%

Na semana epidemiológica que terminou em 4 de julho, um mês e quatro dias antes do informe mais recente, eram 858 casos confirmados, sendo 266 causados por rinovírus, 264 por VSR e 207 por influenza.

Ou seja, o VSR apresentou alta de 100 casos, enquanto os registros de rinovírus aumentaram em 65 casos e os de influenza em 39 casos.

Até o início de julho, foram registradas 114 mortes e mais 31 pessoas perderam a vida por SRAG ao longo daquele mês, culminando em 145 óbitos até o dia 8 de agosto.

Vacinação

Até o fim da semana passada, Campo Grande aplicou 249.016 doses da vacina contra influenza, imunizante que poderia reduzir a circulação de vírus respiratórios na Capital, além de evitar casos graves de SRAG. A cobertura vacinal é de 48,98%, valor considerado baixo pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

Há pouco mais de um mês, eram 232.280 doses aplicadas, com cobertura no público-alvo de 46,3%. Ou seja, enquanto os registros de mortes e casos de SRAG subiram em quase 30%, a vacinação aumentou em 7,2%.

A Campanha de Multivacinação 2026, iniciada na semana passada e realizada em todo o país até 1º de setembro, terá como principal mobilização o Dia D, em 22 de agosto. Em Campo Grande, a previsão da Sesau é de que 20 USFs (Unidades de Saúde da Família) estejam abertas para atendimento durante a ação.

Como se proteger?

Para evitar o agravamento dos quadros respiratórios e reduzir a pressão sobre os serviços de saúde, a Sesau orienta a população a manter a vacinação contra influenza e covid-19 em dia, higienizar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados e evitar contato próximo com outras pessoas ao apresentar sintomas respiratórios.

A recomendação também inclui atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, grupos considerados mais vulneráveis às complicações da SRAG. O uso de máscara por pessoas sintomáticas, especialmente ao procurar atendimento médico, também é indicado para reduzir a transmissão dos vírus.

Pessoas com sintomas leves, como coriza, tosse, dor de garganta e febre, devem procurar a unidade de saúde de referência para avaliação. Já casos com falta de ar, desconforto respiratório, febre persistente ou piora do quadro clínico exigem atendimento imediato em unidades de urgência e emergência.

Fonte: Midiamax