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sábado, 17 de outubro, 2026

MP investiga nível de agrotóxico da água de Dourados

05/06/2015 10h50

A informação é do promotor de Meio Ambiente de Dourados, Ricardo Rotunno, durante palestra na Unigran

O Progresso

O Ministério Público Estadual (MPE/MS), por meio da Promotoria do Meio Ambiente de Dourados, se uniu ao Ministério Público Federal (MPF/MS) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT/MS), para dar suporte à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na pesquisa que analisa a qualidade da água potável que abastece as residências do município. A informação é do promotor de Meio Ambiente de Dourados, Ricardo Rotunno, durante a palestra “Responsabilidade Ambiental e o papel da Promotoria do Meio Ambiente no Município de Dourados”, proferida na abertura da XV Semana do Meio Ambiente e XVIII Eco Dourados, no auditório da Unigran.

Segundo Rotunno, o exame da água do Rio Dourados é necessário diante da quantidade de agrotóxicos utilizados nas lavouras da região e que podem trazer riscos para a saúde da população. “Essa pesquisa será muito importante, porque trata-se da água que nós consumimos e nós precisamos destes dados precisos”, afirmou o promotor durante a palestra.

O consumo de água pela população de Dourados é de 55 milhões de litros/dia. Desse volume, 60% é captado diretamente do Rio Dourados e passa por um profundo processo de transformação até chegar às torneiras dascasas. O levantamento é da Empresa de Saneamento de Mato Grosso (Sanesul/MS), através da gerencia de Dourados e foi amplamente divulgado pelo Jornal O PROGRESSO, durante reportagem publicada na edição do dia 13 de março deste ano. Os indícios de contaminação da água do Rio Dourados não são de agora. Desde o início do ano passado, o assunto é debatido pelas autoridades judiciárias federais.

Diante da gravidade do problema, o Ministério Público Federal em Dourados ajuizou ação, pedindo que fosse determinada a análise da água do Rio Dourados, após receber laudos que atestavam presença de agrotóxicos em valores acima do permitido. “Foi encontrada a presença do agrotóxico clorpirifós etílico – inseticida, pesticida e formicida, classificado como altamente tóxico pela Anvisa – e o temefós – larvicida comumente utilizado contra proliferação de mosquitos. Não só o consumo de água com estes produtos é prejudicial à saúde, como também afeta a alimentação dos peixes do rio, que concentram altos níveis das substâncias nocivas”, diz um trecho da matéria ‘Investigação do MPF/MS revela que controle de agrotóxicos na água potável é deficiente no país’, publicada pela Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal no site da instituição.

De acordo com as informações divulgadas na época pelo MPF, “A Justiça determinou a análise da água do Rio Dourados e também das fontes subterrâneas da região. O objetivo é apurar possível relação entre a contaminação da água por resíduos de agrotóxicos provenientes das lavouras e a saúde dos moradores do município. A Vigilância Sanitária recorreu da decisão mas o Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou o recurso e manteve a decisão de 1ª instância”.

Sgundo Rotunno, o exame da água do Rio Dourados é necessário diante da quantidade de utilizados nas lavouras da região. (Foto: César Cordeiro)