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sexta-feira, 16 de outubro, 2026

MPE quer bloquear R$ 140 milhões de Giroto, Ohtake e Fluidra

29/09/2017 08h

Juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos já havia bloquado, R$ 10,7 milhões

Correio do Estado

O Ministério Público Estadual recorreu ao Tribunal de Justiça para aumentar o valor bloqueado das contas do engenheiro civil e ex-secretário de Obras Edson Giroto, do escritório Ruy Ohtake Arquitetura e Urbanismo, da Fluidra Brasil Indústria e Comércio Ltda, e dos representantes destas duas empresas para R$ 140,2 milhões.

No dia 25 do mês passado, o juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho, bloqueou, solidariamente, R$ 10,7 milhões das contas destes denunciados por improbidade.

O agravo foi distribuído à 2ª Câmara Cível e será relatado pelo desembargador Marcos José de Brito Rodrigues.

Os promotores da Força-Tarefa do MPE querem que o juiz indisponibilize não somente o valor do prejuízo identificado na obra do Aquário do Pantanal, mas também os valores alegados como danos morais coletivos e a multa. No agravo, o MPE ainda quer que os bloqueios sejam individuais, e não que os envolvidos respondam solidariamente.

FAVORECIMENTO

A ação civil pública de improbidade administrativa é construída com base em denúncias do dono da empresa Terramare, Hugo Gallo Neto, que faria o trabalho de filtragem dos tanques do Aquário do Pantanal e daria suporte à vida dos peixes por R$ 8,6 milhões (valor que estava incluído no contrato de R$ 84,7 milhões com a Egelte – valor inicial que custaria a obra).

O trabalho dele foi excluído do projeto, após alteração mediante ordens superiores, pelo escritório do arquiteto Ruy Ohtake.

A Fluidra, empresa espanhola com filial em Santa Catarina, foi contratada na sequência, por R$ 25 milhões (R$ 19 milhões só para o sistema de filtragem). Uma ex-funcionária da Fluidra, outra denunciante do MPE, fala em pagamento de propina dentro deste novo contrato.

Construção do Aquário do Pantanal segue parada em Campo Grande há mais de um ano - Foto: Álvaro Rezende/Correio do Estado

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