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MPE recorre da decisão que soltou professor suspeito de estupro em MS

25/11/2014 07h40

Defesa do suspeito diz que relações sexuais eram consentidas.

G 1 MS

O Ministério Público Estadual entrou nesta segunda-feira (24) com recurso contra decisão que soltou o professor de história de 50 anos preso em flagrante por estuprar um adolescente de 13 anos, em Maracaju, a 157 km de Campo Grande. Na delegacia, o homem confessou que manteve relações sexuais com pelo menos outros 30 garotos, alguns deles menores de 18 anos.

De acordo com o advogado que representa o educador, Cleuir Freitas Ramos, diz que as relações tinham o consentimento dos adolescentes.

A sentença, do juiz plantonista Fernando Moreira Freitas da silva, não aceitou o pedido para converter a prisão em preventiva por entender que não ficou comprovada a existência de violência ou grave ameaça no ato sexual entre o educador e o adolescente.

Para o delegado Amylcar Romero, responsável pelo caso, a liberdade pode atrapalhar as investigações, pois agora trabalha-se na identificação de outras vítimas. O receio é que elas tenham medo de vir a público uma vez que o suspeito está solto.

Apesar de o educador ter afirmado que nenhum dos jovens com os quais ele manteve relações sexuais eram alunos dele, os pais da escola em que o suspeito dava aulas ficaram preocupados com a situação.

Estupro

Segundo o delegado, o caso veio à tona depois que o pai de um menino de 13 anos viu o filho entrando na casa do suspeito. Ele chamou pelo filho e o garoto saiu do local de cueca. O homem resolveu levar a criança até a polícia para denunciar o crime.

A vítima, segundo Romero, contou ao Conselho Tutelar que o professor o convidou para tomar um suco. Em seguida, começou a acariciá-lo e propôs comprar para ele uma peça de bicicleta e em troca eles manteriam relações sexuais.

Pai e vítima prestaram depoimento. Em seguida, o delegado foi junto com uma equipe de investigadores até a casa do suspeito. Ele foi preso em flagrante e, no local, foram encontrados materiais pornográficos e preservativos.

Foto: Divulgação