Além de Mato Grosso do Sul, aparecem nessa situação Goiás, Maranhão, Mato Grosso e Rio de Janeiro.
Mato Grosso do Sul está entre os cinco estados brasileiros que apresentam incidência de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) em nível de alerta, risco ou alto risco e tendência de crescimento no longo prazo. O dado consta na edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (10) pela Fiocruz, com informações referentes à semana epidemiológica de 30 de agosto a 5 de setembro.
Além de Mato Grosso do Sul, aparecem nessa situação Goiás, Maranhão, Mato Grosso e Rio de Janeiro. Nesses estados, o aumento dos casos está concentrado principalmente na faixa de 2 a 14 anos e tem relação sobretudo com a circulação do rinovírus, responsável por quadros respiratórios que podem evoluir para hospitalização.
Em Mato Grosso do Sul, o rinovírus também aparece entre os vírus associados ao crescimento das hospitalizações por SRAG. O levantamento aponta aumento desse tipo de ocorrência no Estado, enquanto os casos graves provocados pelo VSR (vírus sincicial respiratório) continuam em queda, embora ainda estejam em nível um pouco acima do esperado para esta época do ano.
O cenário estadual, porém, não se repete da mesma forma na Capital. Entre as 27 capitais brasileiras, apenas Aracaju e Florianópolis apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco acompanhada de tendência de crescimento no longo prazo. Campo Grande não aparece nesse grupo.

Cenário nacional
No cenário nacional, o InfoGripe indica estabilização ou oscilação dos casos de SRAG nas tendências de curto e longo prazo. O principal movimento de alta ocorre entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, enquanto as ocorrências nas demais faixas etárias apresentam queda ou estabilidade.
Entre os estados em pior situação, além dos cinco com crescimento, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de aumento no longo prazo. Roraima, por exemplo, ainda registra patamar elevado de casos graves por VSR, apesar de haver sinal de interrupção do crescimento.
A circulação dos diferentes vírus varia entre os estados. Casos graves por influenza B continuam aumentando na Bahia, em Mato Grosso e no Ceará. Já o metapneumovírus apresenta aumento ou manutenção das hospitalizações em toda a Região Sul, além de estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Roraima.
O rinovírus, por sua vez, apresenta aumento de SRAG em diversos estados, entre eles, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em relação à covid-19, a incidência de SRAG permanece baixa na maior parte do país, com leve aumento apenas em Roraima.
Nas quatro últimas semanas analisadas, entre os casos de SRAG com resultado positivo para vírus respiratórios, 48,4% eram de rinovírus, 27,1% de VSR, 6,6% de influenza B, 3,2% de influenza A e 2,4% de SARS-CoV-2. Os números mostram que, neste momento, o rinovírus é o principal agente identificado nos casos graves.
Em todo o Brasil, foram notificados 147.868 casos de SRAG em 2026, até a semana analisada. Desse total, 79.761 tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório. Também foram registrados 6.512 óbitos por SRAG no ano, dos quais 3.046 tiveram confirmação laboratorial de algum vírus respiratório.
A Fiocruz destaca que a SRAG apresenta maior incidência entre crianças pequenas, especialmente associada ao VSR e ao rinovírus. Já a mortalidade é mais elevada entre pessoas com 65 anos ou mais, faixa em que influenza A, rinovírus e VSR aparecem entre os principais agentes associados aos casos graves.
Fonte: Midiamax

