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MS: Funasa entrega poços artesianos a aldeias no sul do estado

24/10/2016 16h10

O benefício dos poços tubulares também se estende aos 610 indígenas da aldeia Panambi, localizada em Douradina, a 177 km de Campo Grande.

Divulgação: Dora Nunes

Moradores de aldeias da etnia guarani-kaiowá, Bororó, Jaguapirú, Sassoró e Panambi, localizadas na região sul do Mato Grosso do Sul, comemoram mais uma conquista: por meio de termo de cooperação técnica, assinada em junho deste ano, entre Fundação Nacional de Saúde (Funasa) através da Superintendência Estadual em Mato Grosso do Sul (Suest/MS) e Secretaria de Especial de Saúde Indígena/Distrito Sanitário Especial Indígena (Sesai/Dsei), foram entregues, na última semana, às comunidades de Bororó e Jaguapirú dois poços tubulares profundos, beneficiando, dessa forma mais de 12 mil pessoas das duas aldeias.

Na Bororó, próxima à área urbana de Dourados, com 1.476 residências (dados Dsei-MS/Siasi 2014), foi perfurado um poço com profundidade útil de 132 metros, dando vasão a 20,5 metros cúbicos/hora de água a serem consumidas. Segundo a Suest/MS, a aldeia já possui outros quatro poços em funcionamento e essa nova perfuração veio contribuir para o aumento de ofertas para o consumo de água pelos moradores da localidade.

Já na comunidade Jaguapiru, também próxima à região urbana do município, a população que habita as 1.558 residências do local, contará com água oriunda de poço artesiano com 48 metros de profundidade com vazão de 21 metros cúbicos por hora. Esse benefício vem a somar com os outros seis poços tubulares profundos já existentes na comunidade.

As aldeias do município de Dourados vinham enfrentando problemas de abastecimento e muitas famílias estavam procurando água em lugares distantes, ou ainda, em minas e córregos da região, muitos até, com águas contaminadas por agrotóxicos ou outros produtos nocivos à saúde. As escolas também haviam suspendido as aulas por falta de água. Além disso, essa ação veio atender à uma reinvindicação dos indígenas da região que, por meio de protesto, durante três dias, fecharam a rodovia MS 156, para chamarem a atenção para a falta de água nas aldeias.

Com a perfuração dos poços artesianos, um dos impactos será o conforto das pessoas, que por meio dessa ação poderão usufruir do precioso líquido, evitando longas caminhadas ou perda de dias letivos, como o caso dos alunos.

Após essa fase de perfurações realizadas pela Funasa, o Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena (Dsei) em MS, realizou ligações da rede adutora ao reservatório, o que possibilitou que a água chegasse à todas as residências. A Sanesul também é parceira oferecendo apoio técnico à manutenção da rede de água nas aldeias.

Mais ao sul do estado, outra aldeia beneficiada pela Fundação foi a Sassoró, localizada em Tacuru, distante a 365 km de Campo Grande, na qual residem 2.111 pessoas que poderão desfrutar de mais um poço artesiano com vazão de 17,8 metros cúbicos diários de água e profundidade de 115 metros. Essa obra foi entregue à comunidade em julho deste ano.

O benefício dos poços tubulares também se estende aos 610 indígenas da aldeia Panambi, localizada em Douradina, a 177 km de Campo Grande. Eles estão servidos de água por meio de um poço tubular com profundidade de 82 metros com vazão de 35 metros cúbicos/hora, concluído em 30 de agosto.

Para o superintendente da Funasa em MS, Marco Aurélio Santullo, com ativação dessas obras, a Funasa cumpre mais uma vez sua missão de promover a inclusão social por meio de políticas públicas de saúde, colaborando para elevar o nível de qualidade de vida da população sul-mato-grossense.

Todos os poços foram perfurados pela equipe “A” da Divisão de Engenharia de Saúde Pública (Diesp) da Suest/MS, responsável por essa atividade em todo o estado.

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