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quarta-feira, 21 de outubro, 2026

Mulher morre de raiva humana após ser atacada por raposa na Paraíba


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 Raposa mordeu idosa, que morreu dias após ser diagnosticada com raiva humana
Reprodução

Raposa mordeu idosa, que morreu dias após ser diagnosticada com raiva humana

O hospital público de João Pessoa, na Paraíba , registrou a morte da aposentada Maria de Sousa Neta, de 67 anos, após passar 34 dias internada com o diagnóstico de raiva humana após ter sido mordida por uma raposa. As informações são do jornal A Folha de S.Paulo.

A família reivindica a morte da idosa, que poderia ter sido salva caso o médico tivesse aplicado a vacina e o soro no primeiro atendimento após o acidente.

Francisco Emídio de Sousa, agricultor de 49 anos e irmão da vítima, contou que a mulher voltava para casa, no sítio Craúnas, município de Riacho dos Cavalos, sertão da Paraíba, quando foi atacada por uma raposa . O animal arrancou um dedo de Maria e deixou vários arranhões.

Ao chegar no posto de saúde, o médico teria dito que “não existia mais vacina” para a raiva. “Ele disse: ‘Vou medicar ela que é a mesma coisa e vai resolver’. Colocou para tomar soro e falou que queria vê-la depois de dez dias”, conta Francisco.

Ao retornar, a mulher ouviu que estava curada. Pouco mais de 60 dias depois, Maria passou a apresentar desorientação, dificuldades de deglutição e agitação psicomotora. A família retornou ao posto de saúde e o médico sugeriu que Maria fosse procurar atendimento em um hospital numa cidade vizinha.

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“Ela não aguentava ficar deitada na ambulância. Fomos de moto, e a ambulância acompanhando atrás”, explica o irmão de Maria.

Ao chegar no Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa, a mulher foi encaminhada imediatamente à UTI, e morreu 34 dias depois.

O agricultor disse que a família ficou arrasada “com a morte dela, principalmente do jeito que foi. O médico matou minha irmã. Disse que não tinha vacina. Depois eu soube que na cidade vizinha tinha. Se ele não quisesse usar o carro da prefeitura, era só dizer onde tinha que a gente levava.”

O médico envolvido negou à Folha de S.Paulo que tenha dito que a vacina não existia. Segundo o doutor, quando Maria foi atendida, já havia passado o período de internação.


“Eu fiz os cuidados básicos e prescrevi uma medicação injetável [seriam antibióticos]. A gente sabia do problema das vacinas que a gente tem na nossa regional, mas, quando eu atendi na unidade mista, deixei a critério da unidade de saúde a qual ela pertencia”, reiterou o médico.