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domingo, 18 de outubro, 2026

Mulher morta em frente lanchonete foi executada com arma do companheiro

Jocelei teria executado primeiro Heberton com diversos disparos na cabeça da vítima.

A arma utilizada para assassinar Glaucia Luciano da Silva, 29, foi retirada da cintura de Heberton da Silva Barros, 33, seu marido. 

O casal foi executado no domingo (13) em frente a uma lanchonete na rua José Valério dos Santos, bairro Parque das Nações II Plano, região Sudeste de Dourados. 

Identificado como Jocelei, 30, autor confesso do duplo homicídio, contou detalhes sobre o crime após ser preso por policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais), em ação conjunta com o NRI (Núcleo Regional de Inteligência) e policiais do 2º Distrito Policial, no início da tarde desta segunda-feira (14).

Jocelei teria executado primeiro Heberton com diversos disparos na cabeça da vítima. O motivo apresentado pelo acusado seria ameaças que estaria sofrendo por parte do desafeto. 

Após descarregar a arma de fogo 9 mm, ele afirma que pegou outra arma, também pistola 9 mm, que estava na cintura de Heberton e usou para executar Glaucia, de acordo com informações repassadas ao Dourados News pelo delegado do SIG, Rodolfo Daltro.

“O autor fez os disparos contra a cabeça da vítima, descarregando a pistola. Ao ver o seu marido sendo morto, a esposa saiu de dentro do carro e o autor estava sem munições. A vítima também trazia consigo uma pistola 9 mm. Ele tirou a arma da cintura e efetuou os disparos contra o tórax e cabeça da mulher”, explicou.  

Além Jocelei, a ação conjunta também resultou na prisão de duas pessoas que são acusadas de esconder quatro armas, sendo duas pistolas 9 mm e dois revólveres calibre 38. Eles foram autuados por porte ilegal de arma de fogo. Mulher morta em frente lanchonete foi executada com arma do companheiro

Daltro disse ainda que o autor dos disparos alegou que se não matasse Heberton, seria morto.

Ele foi autuado por homicídio duplo qualificado, já que efetuou os primeiros disparos no momento em que Heberton estava de costas, ou seja, sem oportunidade de se defender do ataque. 

O delegado do SIG disse ainda que não há indícios de que a desavença tenha relação com disputas entre facções criminosas.