18/09/2014 14h10
O museu já recebeu a visita de gente de outros países, como Estados Unidos e também do continente europeu.
Divulgação (TP)
Um dos mais completos acervos de peças e documentos relacionados aos fatos que marcaram a historia de Ponta Porã e da fronteira pode ser apreciado no Museu da Erva Mate mantido pela empresa Erva Mate Santo Antônio.
Bastante visitado por pesquisadores, professores, estudantes e pessoas apaixonadas pela historia, o museu já recebeu a visita de gente de outros países, como Estados Unidos e também do continente europeu.
Recentemente, um grupo de alunos e professores da Escola Objetivo de Maracaju, foi conhecer o acervo de documentos relacionados à formação de Ponta Porã. A principal finalidade do grupo foi encontrar respostas para questionamentos sobre a importância da erva-mate para o surgimento, crescimento e desenvolvimento da cidade. “Este foi um dos temas que trabalhamos em sala de aula. A historia da fronteira sempre desperta a curiosidade entre os alunos. Por isso que decidimos vir à cidade de Ponta Porã para conhecer seus pontos históricos, ter contato com informações relacionadas à historia desta fronteira”, explicou a coordenadora pedagógica Kenia Castro.
A turma, formada por alunos do ensino fundamental e ensino médio, esteve na fronteira acompanhada também pela professora de História, Aparecida Fátima Assis do Nascimento. “Nas aulas abordamos diversos temas relacionados à historia da fronteira. Maracaju tem uma forte ligação com esta região, daí a necessidade de repassar aos alunos informações referentes ao surgimento desta cidade”, disse a professora.
Durante a visita ao museu, os alunos conheceram em detalhes como era a produção artesanal da erva-mate há mais de um século. As informações foram repassadas pelo curador do museu, professor Domingos de Oliveira. Após as explanações referentes á importância da extração ervateira para o desenvolvimento da fronteira, Domingos surpreendeu a turma ao apresentar uma das relíquias guardas no museu: uma espada utilizada por um oficial paraguaio durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870).
A peça, histórica, foi adquirida pelo então criador do museu, Jose Benitez Cardenas, Seu Toté, que faleceu há mais de oito anos. “A peça tem um valor histórico imensurável. Por isso que a conservamos com muito carinho e temos a satisfação de mostra-la, juntamente com todo o acervo, para as pessoas que nos visitam”, disse o Professor Domingos.
Além da espada, o museu possui diversos outros documentos relacionados ao conflito que contribuiu decisivamente para o povoamento da região de fronteira. “Após a Guerra, muitas pessoas passaram a visitar esta região pelos mais diferentes motivos. Sentindo-se atraídos pela possibilidade de ganho com a extração da erva-mate, muita gente fixou residência aqui, contribuindo para o surgimento de várias cidades na fronteira”, relatou Professor Domingos.
Texto: Nivalcir Almeida

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