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domingo, 18 de outubro, 2026

Na reta final da campanha a governador do Estado, PDT está dividido

Por: Marcos Santos

23/10/2018 16h – DiarioMS

Quem entende de política e, sobretudo de disputa eleitoral, garante que o mais importante numa campanha é chegar inteiro na reta final, sem divisão de grupos ou disputa de egos, com o discurso afinado e com as contas em dia. Essa receita foi desprezada pela coordenação da campanha eleitoral de Odilon de Oliveira (PDT), a começar pela forma como o cacique-mor pedetista João Leite Schimidt foi demitido da coordenação-geral para dar lugar ao vereador Odilon de Oliveira Filho (PDT).

Também erraram na dose ao tentar impor uma mordaça no deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), que junto com seu fiel escudeiro Serginho Castilho, ditava os rumos da campanha, a ponto de conseguir impedir a eleição de Reinaldo Azambuja (PSDB) no primeiro turno. Ontem, por exemplo, o Diretório Estadual do PDT reuniu os principais nomes do partido para discutir a estratégia da reta final e dar aval à tentativa de Odilon de Oliveira de colar no candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), já que a Executiva Nacional do PDT barrou qualquer aproximação por entender que o melhor nome neste segundo turno é o petista Fernando Haddad. Depois de mais de 10 horas de reunião, a cúpula estadual do PDT decidiu que Odilon de Oliveira poderia declarar apoio aberto ao candidato Jair Bolsonaro, mas a decisão recebeu críticas de pedetistas históricos que não concordam com essa tentativa do ex-juiz de colar no candidato de extrema-direita.

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Vidigal no Grupo

O secretário de Saúde de Dourados, Renato Vidigal (PDT), que pertence ao comando estadual do partido, foi à Campo Grande participar da reunião da cúpula pedetista. Renato ponderou que em Dourados a prefeita Délia Razuk (PR) está fechada com Reinaldo Azambuja e que, por isso, ele teria que seguir o mesmo caminho, apesar de apoiar a decisão de Odilon de Oliveira de tentar colar em Jair Bolsonaro.

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Expulso do Grupo

Após a cansativa reunião, Renato Vidigal entrou no carro e partiu de Campo Grande em direção à Dourados. No meio do caminho, ao visualizar o grupo oficial da campanha de Odilon de Oliveira no WhatsApp, do qual participa desde a pré-campanha e apresenta sugestões pertinentes à disputa eleitoral, Renato Vidigal descobriu que havia sido expulso (excluído) por um dos coordenadores da campanha do ex-juiz.

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Repercussão Negativa

Com sangue nos olhos, Renato Vidigal reclamou para outras lideranças do PDT da decisão da coordenação de excluí-lo do grupo que pensa a campanha eleitoral. Ato contínuo, alguém correu para adicionar novamente Renato Vidigal no grupo de Odilon de Oliveira no WhatsApp, mas a emenda saiu pior que o soneto, com o secretário municipal de Saúde de Dourados falando poucas e boas para os caciques pedetistas.

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Desabafo de Vidigal

A Malagueta teve acesso à íntegra da conversa que Renato Vidigal postou no grupo da coordenação de campanha de Odilon de Oliveira e reproduz o inteiro teor: Boa tarde, não preciso que ninguém me exclua de grupo nenhum… eu saio sozinho! Estou na estrada voltando da reunião do Diretório Estadual do PDT, do qual sou titular. De Dourados estavam presentes Eu, Ana e Ramim. Na reunião o juiz reiterou o compromisso com o PDT e com a sociedade sul-mato-grossense. União a todos nesse momento. Mas… volto a dizer, eu saio sozinho. Abraço a todos. Detalhe: continuo como titular do Diretório Estadual do PDT”. Após a postagem, Renato Vidigal saiu do grupo de WhatsApp.

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Ataques de Dagoberto

Ao mesmo tempo em que o PDT se reunia para tentar acertar o compasso final da campanha e seduzir os eleitores de Jair Bolsonaro, o deputado federal Dagoberto Nogueira, principal mentor e articulador da campanha de Odilon de Oliveira ao governo do Estado, atacou duramente o candidato do PSL à Presidência da República durante entrevista na manhã de ontem para uma emissora de rádio de Campo Grande.

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Dagoberto x Bolsonaro

Ao ser questionado sobre o que ele (Dagoberto) esperava de um eventual governo de Jair Bolsonaro, o pedetista (que certa vez comparou Dourados ao rabo de cavalo, porque só cresce pra baixo), declarou que o candidato à Presidência da República não tem capacidade nem para ser prefeito de Jaraguari, município de Mato Grosso do Sul que tem menos de 7 mil habitantes, quanto mais para ser presidente da República.

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Críticas de Dagoberto

Dagoberto Nogueira afirmou que a avaliação de incapacidade de Bolsonaro para governar o Brasil partiu da convivência de ambos na Câmara dos Deputados. “O Bolsonaro, eu convivo com ele e sei que ele não tem preparo, mas tomara que ele monte uma equipe boa, ele não tem preparo nem para ser prefeito de Jaraguari, quanto mais pra ser presidente do Brasil”, disparou. “Estarei lá no Congresso Nacional e que vou rezar muito pra que aquele que for eleito monte um bom governo”, completou.

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Pedetê x Bolsonaro

O deputado federal também já havia se manifestado favorável à decisão do comando nacional do PDT que entrou com ação na Justiça Eleitoral contra Jair Bolsonaro, denunciando que o candidato estaria se beneficiando diretamente de empresas de disparo de mensagens em massa via WhatsApp, contratadas por empresários que o apoiam. Com essa postura, de nada adianta o candidato Odilon de Oliveira fazer juras de amor ao presidenciável Jair Bolsonaro se o próprio PDT trabalha contra a eleição do pesselista.

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Política na Marcha

Veja essa: o pessoal que organizou a tal Marcha para Jesus em Dourados no final de semana ficou possesso porque correligionários do candidato Reinaldo Azambuja distribuíram material gráfico de campanha entre os participantes. Para a cúpula evangélica foi um desrespeito misturar a política com a religião, já que o evento era exclusivamente de adoração a Jesus. Se era assim, o que o candidato a vice de Odilon de Oliveira, Bispo Marcos Vitor estava fazendo na coordenação da tal Marcha para Jesus?

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Marcha na Política

Não é de hoje que esse movimento perdeu o viés religioso em Dourados para ser transformando ou em evento de promoção de bispos autoproclamados ou de favorecimento aos candidatos apoiados pelos mais diferentes setores das igrejas evangélicas. Contudo, mas alguém querer surfar a mesma onda para que os tais líderes religiosos posem de donos de um movimento que é público e que, muitas vezes, é realizado com emprego de recursos públicos. Vai vendo!

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Dourados Brilha

Novembro está batendo às portas do comércio e até o momento não se tem notícia de qualquer movimentação da Prefeitura na realização do projeto Dourados Brilha, que consiste na decoração das principais ruas e avenidas para as festividades de final de ano. Também não se tem notícia de qualquer movimentação da Associação Comercial e Empresarial (Aced) no sentido de cobrar a realização do evento ou assumir o projeto que foi criado em 2011, primeiro ano da gestão Murilo Zauith.

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Ardidas

Pela primeira vez, desde que foram instituídos dois turnos para a eleição no Executivo, o país não terá debate entre presidenciáveis às vésperas da votação decisiva. Depois da Record e da Band, a Rede Globo cancelou o debate previsto para a próxima sexta-feira (26) entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). A emissora também descartou o pedido de Haddad para que, na ausência do adversário, ele fosse entrevistado. Em carta à Globo, a campanha de Bolsonaro diz que o candidato “enfrenta limitações em virtude da bolsa de colostomia que carrega”. Na semana passada médicos que acompanham o candidato no Hospital Albert Einstein informaram que, clinicamente, ele estava liberado para participar de debates. O candidato se recupera de um atentado a faca ocorrido no dia 6 de setembro em Juiz de Fora (MG). Bolsonaro, porém, havia admitido, dias atrás, a possibilidade de não ir a qualquer debate no segundo turno por uma questão e
stratégica. “Na reunião de elaboração das regras do evento foi acertado com as assessorias dos candidatos que, se Jair Bolsonaro não pudesse comparecer por razões de saúde, o debate não seria substituído por entrevistas”, informou a emissora. O debate seria realizado entre as 22h e as 23h40 da próxima sexta.

Confira a nota da assessoria de Bolsonaro citada pela Globo: “Como informado pelo Rodrigo Marcondes, na reunião do dia 9 de outubro pp., a presença do candidato Jair Bolsonaro ao debate da TV Globo precisaria ser confirmada por sua assessoria, tendo em vista o seu atual quadro de saúde. Apesar de o Dr. Antônio Macedo ter reduzido o nível de restrição de suas atividades rotineiras, o candidato continua com limitações em virtude da bolsa de colostomia. Segundo explicado pelo aludido médico (vídeo anexo), o paciente com a bolsa de colostomia fixada ao lado direito do abdômen, como no caso do candidato, não tem qualquer controle intestinal. Com isso, o seu preenchimento total pode ser rápido e inesperado, podendo levar ao rompimento da bolsa, o que gera extremo desconforto e constrangimento ao paciente. Além disso, por orientação médica, ele ainda deve evitar esforço físico, estresse excessivo ou ficar muito tempo em pé. Por esses motivos, ele não poderá comparecer ao debate marcado para o dia 26 de outubro, às 22 horas'”.

A chamada bancada da bala, grupo de deputados que defende a revogação do Estatuto do Desarmamento e o endurecimento da legislação penal, quer ampliar o poder e a influência na Câmara. Na esteira do fenômeno Jair Bolsonaro (PSL), que venceu o primeiro turno da corrida presidencial e elegeu correligionários aos montes para a Câmara e o Senado, a ideia é comandar ao menos três das principais comissões, além da própria presidência da Casa: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a Comissão de Direitos Humanos (CDH) e a Comissão de Segurança Pública (CSP). E, a depender das negociações, outras mais. “A Comissão de Relações Exteriores, normalmente, cai com a gente mesmo. Mas essas três [CCJ, a mais importante, CDH e CSP] a gente precisa pegar”, disse ao Congresso em Foco o deputado Capitão Augusto (PR-SP). Ele mesmo é pré-candidato à presidência da Câmara. O parlamentar paulista fechou acordo com o colega Alberto Fraga (DEM-DF), um dos principais membros da bancada da bala, para herdar a coordenação da Frente Parlamentar da Segurança Pública, grupo que reúne 299 deputados – nem todos prioritariamente engajados na defesa do setor, vale frisar. Derrotado na disputa pelo governo do Distrito Federal, Fraga deixa o comando da agremiação a partir de 2 de fevereiro de 2019, quando tomam posse os membros do novo Congresso. Capitão Augusto minimiza o fato de que a CDH, nos últimos anos, tem sido reduto dos partidos da chamada esquerda brasileira. “Eles não vão pegar [a comissão]. Nós vamos brigar para pegar a comissão. Estamos lá para isso. Mas que nós vamos tirar [o colegiado] das mãos deles, vamos”, adverte, dizendo-se disposto a liderar a ocupação de espaços estratégicos da Casa pela bancada da bala.

O grupo a que pertence o parlamentar do PR tem bandeiras claras por ora barradas no Congresso. Fim das visitas íntimas e do “saidão” para presidiários, além da redução da maioridade penal e da progressão de regime para determinados crimes, são alguns exemplos. Outro igualmente (ou ainda mais) polêmico é a revogação do Estatuto do Desarmamento, que criaria condições para que civis portem armas em áreas urbanas e no interior do país. O deputado menciona ainda temas ligados à identidade de gênero, e diz que a bancada religiosa precisa estar à frente da CDH para conduzir a pauta de votações do colegiado a seu gosto. De acordo com o cenário almejado pela bancada da bala, as forças de segurança do país é que são mais adequadas para lidar com a temática dos direitos humanos, e não parlamentares ligados a movimentos sociais historicamente engajados na causa. “Primeiro que a bancada da bala é a que mais se preocupa com a vida. Falar que o pessoal da esquerda se preocupa mais com os direitos humanos do que nós é uma grande balela. A instituição que mais se preocupa com os direitos humanos se chama Polícia Militar de São Paulo, pelo que nós fazemos, em todos os sentidos e aspectos. O pessoal pega casos pontuais, isolados de uma instituição gigantesca – a única, por exemplo em todos os municípios do Brasil, em contato 24 horas por dia com comunidades – e vem imputar para nós que nós não trabalhamos com direitos humanos”, protestou o deputado.

Na reta final da campanha a governador do Estado, PDT está dividido