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Na TV, André volta a negar candidatura ao Senado em 2014

24/12/2013 09h30

O governador afirmou que quer eleger seu sucessor.

Conjuntura Online

Em entrevista ao programa Bom Dia MS (TV Morena) na manhã desta segunda-feira, o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), negou mais uma vez a possibilidade de se candidatar ao Senado nas eleições de 2014.

O governador foi ao programa fazer um balanço das atividades do governo ao longo do mandato e disse que 2013 foi um ano importante para a política e para a economia de Mato Grosso do Sul.

Ele garantiu que assim que concluir seu mandato, irá para casa cuidar dos netos.

André, no entanto, destacou seu bom desempenho nas pesquisas de intenções de voto na corrida pelo salão azul do Senado. No entanto, disse que o momento é de renovação na política e que tem gente nova capacitada para representar o povo, ocupando cargos no governo e Senado.

O governador afirmou que quer se colocar em posição de auxiliar no que for preciso para eleger seu sucessor no ano que vem.

Apesar disso, fontes palacianas apontam forte articulação nos bastidores em torno da candidatura do governador, que também se movimenta em outra direção, caso não consiga se viabilizar politicamente.

Particularmente, André trabalha em favor do projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff, mesmo diante de resistência nos quadros peemedebistas, uma vez que os mais radicais rechaçam a ideia de apoio aos adversários no plano estadual.

Embora assegure apoio ao candidato do PMDB na esfera estadual, o governador também não descarta a ideia de apoiar a candidatura do senador Delcídio do Amaral (PT) ao governo do Estado, apesar de nunca ter declarado essa intenção publicamente.

Quem defende esse projeto abertamente é o presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, fato que provocou divergências nos quadros da legenda.

Entretanto, o presidente regional do PMDB, deputado estadual Júnior Mochi, líder do governo na Casa, descarta essa possibilidade, alegando que o partido fechou questão em torno de candidato próprio.

Por enquanto, a cúpula regional do PMDB opera para fazer o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, hoje secretário estadual de Articulação com os Municípios, o sucessor de André em 2014.

ALIANÇAS

A movimentação política no Estado indica ainda a possibilidade de Delcídio contar com apoio do PSDB do deputado federal Reinaldo Azambuja, que concorreria ao Senado, outro motivo de divergência em âmbito dos dois grupos políticos por conta da rivalidade histórica em nível nacional.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), por exemplo, é pré-candidato d partido ao Palácio do Planalto, no ano que vem, e tem feito oposição radical ao governo petista.

Na instância local, os petistas não aceitam a ideia de Azambuja ser eleito senador e, depois, fortalecer a bancada de oposição a Dilma, em caso de sua reeleição, no Congresso Nacional.

Apesar dessa tendência, o tucano ameaça concorrer ao governo do Estado caso PT e PMDB decidam selar aliança em Mato Grosso do Sul.

André durante entrevista ao Bom Dia MS