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quarta-feira, 21 de outubro, 2026

‘Não consigo processar’, diz mãe de menino de 5 anos que morreu com suspeita de dengue hemorrágica em MS

Mãe de Sidney diz que não consegue entender como em um dia o menino estava brincando com o pai e, 3 dias depois, estava morto. Família procurou unidade de saúde por 4 vezes com a criança doente.

28/02/2019 12h40 – G1MS

Os pais de Sidney dos Reis Nantes, de 5 anos, que morreu com suspeita de dengue hemorrágica na última segunda-feira (25), estão inconsoláveis. A mãe, Christiane Batista dos Reis, disse ao G1 que está inconformada: “Não consigo processar. Na sexta-feira ele estava brincando com o pai, e na segunda-feira estava morto. Não desejo a dor que estou sentindo para ninguém”, lamenta.

Ela conta que a família procurou por quatro vezes a Unidade de Pronto Atendimento do Universitário em Campo Grande desde que o garoto começou a sentir-se mal. O quadro de saúde de Sidney começou a agravar-se no domingo (24). Após dez paradas cardio-respiratórias, a criança não resistiu e morreu com suspeita de dengue hemorrágica, no Hospital Universitário (HU).

“Peregrinação”

De acordo com Christiane, até que o estado de saúde do menino fosse considerado grave, foram dias em busca de melhora: “Foi uma peregrinação na unidade de saúde”. Sidney teve febre na madrugada da última quinta-feira (21). Os pais levaram o garoto para a UPA do Universitário, onde foi coletado sangue. No dia seguinte, o exame não estava pronto. O menino ficou em casa com a família: “Mandaram ele para hidratar em casa”, relata.

Um hemograma que foi entregue aos pais no sábado à noite constatava que Sidney teve uma pequena queda de plaquetas.”Os médicos pediram um outro hemograma, mas ele já estava desidratado. Aplicaram uma injeção e mandaram novamente embora para ser hidratado em casa”, explica ao G1.

Christiane relembra que um dia antes da morte de Sidney, no domingo (24), ele sentia-se mal e só queria dormir. Nesse dia, mais uma vez, o médico disse que a criança “estava desidratada e com hipoglicemia”, relata a mãe. Ela conta ainda que o filho reclamava de dor abdominal e um clínico-geral que estava de plantão na unidade, informou que a dor poderia ser porque a criança “estava vomitando demais”.

“Quando levei meu filho ao banheiro, ele desmaiou em meu braços. Aí me falaram que isso poderia ser uma queda de pressão”, conta.

Segundo Christiane, tudo que o filho ingeria, vomitava. Em um determinado momento, notou que a criança começou a vomitar uma substância escura. Sidney foi encaminhado diretamente para unidade intensiva da UPA. Quando o estado de saúde da criança piorou, uma vaga no Hospital Universitário foi liberada. No HU, a mãe relata que as médicas perceberam que o caso de Sidney era grave: “Fomos tratados com atenção e cuidado, elas foram incansáveis na luta pela vida do meu filho”.

Até segunda-feira pela manhã, o menino havia tomado plaquetas, sangue e soro, segundo a mãe, mas não melhorava. No final do dia, a notícia que a família não queria ouvir, foi dada pela equipe médica. Sidney não resistiu. “A gente até agora não sabe muito bem o que pensar, estamos perdidos”, lamenta.

Foto da internet