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domingo, 18 de outubro, 2026

‘Não era para ele ter morrido’, diz suspeito de matar empresário em MS

16/04/2014 08h40

Erlon Bernal foi morto no dia 1º de abril após anunciar venda de carro.

G1

Apontado pela polícia como a pessoa que atirou em Erlon Peterson Pereira Bernal, de 33 anos, no dia 1º de abril, em Campo Grande, Thiago Henrique Ribeiro, de 21 anos, confessa participação no latrocínio e diz que a morte do empresário não havia sido planejada.

“Não era para ninguém ter morrido nessa história. Não era para ele ter morrido”, afirmou Thiago Ribeiro, na terça-feira (15), durante coletiva de imprensa, na Delegacia-Geral de Polícia Civil. Ele confessa que fez o primeiro contato com o empresário no dia do crime.

“Eu que liguei pra ele, pra ir até a Coca-Cola [em frente à fábrica], eu que conversei com ele sobre a suposta compra do carro, eu que fui com ele até lá na casa”, explica. O suspeito ainda afirma que não estava armado durante o trajeto até o local do crime e que pegou o revólver de dentro da residência.

Sobre o motivo que o levou a atirar contra o empresário, Thiago Ribeiro fala que agiu por impulso. “Foi na hora do desespero, da agonia, não sei explicar para vocês o que foi. Me sinto péssimo, arrependido mesmo”. Ele nega que o latrocínio tenha sido encomendado e diz que o veículo seria vendido na capital sul-mato-grossense ou levado para ao Paraguai.

De acordo com a delegada responsável pelas investigações, Maria de Lourdes Souza Cano, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), Ribeiro fez contato com Erlon Bernal horas depois de ter abordado um policial militar que também tentava vender um Golf.

O dono do veículo encontrou o suposto comprador na avenida Interlagos e foi com ele até a residência do São Jorge da Lagoa, porém, não entrou porque os demais envolvidos não estavam lá no momento.

Foto: Gabriela Pavão - G1 MS