16/03/2017 06h20
Manifestantes acamparam em frente ao condomínio onde deputado mora.
Correio do Estado
Deputado federal Carlos Marun (PMDB) classificou acampamento de manifestantes em frente ao condomínio onde ele mora em Campo Grande como “protesto covarde” e disse que movimento não muda seu posicionamento favorável a aprovação do projeto de Reforma da Previdência Social.
Marun preside a Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, do Governo Federal, que prevê mudanças na Previdência Social.
Centenas de manifestantes que participam de protesto nacional contra a PEC estão acampados na entrada do Parque Residencial Dahma II, onde mora o deputado, e previsão é que fiquem no local até domingo.
Peemedebista disse que o acampamento tem objetivo de constranger sua esposa, filho e vizinhos.
“Isso não vai abalar nem diminuir minha convicção de que é momento de pensar no Brasil. Os senhores que estão acampados estão pensando nas suas aposentadorias, eu também estou pensando nelas, porque eu luto para que elas possam ser pagas, mas é preciso neste momento que pessoas pensem no Brasil. Eu não vou desistir disso. A reforma da previdência é necessária e eu vou lutar para que ela aconteça”, disse o deputado.
ATOS
Em todo Brasil, trabalhadores protestaram ontem quarta-feira contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287. Entre as alterações está a aposentadoria com mais idade para homens e mulheres.
Em Mato Grosso do Sul, há uma particularidade em relação aos trabalhadores da educação, que iniciam greve a partir de hoje. A reivindicação é por cumprimento de piso salarial nacional e a previsão é que rodada de negociação com o Governo e a Prefeitura da Capital ocorra no fim da semana.


